Riquelme volta a se consagrar pelo Boca, e em cima de brasileiros
da Folha Online
Um dos principais jogadores da história do Boca Juniors, o meio-campista Juan Roman Riquelme voltou a se consagrar pelo clube com o título da Taça Libertadores de 2007.
O jogador obteve com a equipe de Buenos Aires o terceiro título sul-americano --já havia ganho em 2000 e 2001. E o meia voltou a se destacar em cima de uma equipe brasileira.
Autor de um dos gols da vitória por 3 a 0 sobre o Grêmio na primeira partida da final e de outros dois no jogo de hoje (2 a 0), Riquelme se destacou também na final contra o Palmeiras, em 2000, e nas semifinais de 2001, também contra o clube paulista, quando teve grande atuação dentro do estádio do Parque Antarctica.
O meia, no entanto, tem suas glórias praticamente restritas ao Boca. Após se destacar nas Libertadores de 2000 e 2001 e ganhar o Mundial Interclubes, em 2000, o jogador depois se transferiu para o Barcelona, onde não teve sucesso. No time catalão, jogou 41 partidas e fez apenas seis gols.
Foi então para outro clube espanhol, o "pequeno" Villarreal. Lá jogou 141 partidas e marcou 45 tentos, mas ficou desgastado no clube depois de perder um pênalti no decorrer da segunda partida das semifinais da Copa dos Campeões do ano passado, contra o Arsenal, o que custou a eliminação de sua equipe.
Na seleção, não foi nem convocado por Marcelo Bielsa para a Copa-2002. No Mundial-2006, no entanto, Jose Pekerman colocou o meia como seu homem de confiança. Ele era a esperança argentina, aquele que poderia fazer a diferença. Mas acabou sendo mais lento do que mago.
Desgastado no Villarreal, o jogador argentino foi emprestado para o Boca por 2 milhões de dólares para jogar apenas o primeiro semestre. O clube agora tenta fazer esforços para mantê-lo, o que parece ser difícil em virtude do interesse de outras equipes --segundo a imprensa argentina, Juventus de Turim e Real Madrid estariam interessados em contratar o armador.


