Esporte
12/07/2007 - 09h52

Comparado a Taffarel, Doni diz que sofreu na decisão por pênaltis

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RODRIGO BUENO
da Folha de S.Paulo, em Maracaibo (VEN)

"Eu só saí no último pênalti. Pensei em balançar o corpo para que ele [Lugano] pensasse que eu sairia para um canto e chutasse no meio. Deu certo.''

O goleiro Doni, maior herói da classificação da seleção brasileira, não tem vergonha de admitir que se adiantou bastante para defender o pênalti do ex-zagueiro são-paulino. Ao contrário, diz que é uma técnica.

"Aquilo é momento. É uma oportunidade em que temos que fazer o melhor possível. A responsabilidade fica com o batedor'', disse o goleiro, que antes de se adiantar no pênalti derradeiro já havia burlado a regra na cobrança de Forlán, também defendida por ele.

O árbitro Oscar Ruiz também teria a responsabilidade de impedir os passos para a frente de Doni --segundo a TV Globo, o goleiro estava 1,70 m à frente da linha na hora do chute de Lugano.

O goleiro, que no Brasil foi criticado por várias torcidas, em especial a do Corinthians, se firmou no futebol italiano defendendo a Roma. Ganhou chance na seleção com Dunga e começou a Copa América como titular de forma surpreendente, pois o treinador acenava com a escalação de Helton, do Porto.

"Em tudo na vida tem que ter sorte, mas há a competência também", disse Doni, que fez ontem sua melhor partida com a camisa da seleção brasileira. No primeiro tempo, fez duas plásticas defesas.

Desde a estréia da seleção na Copa América, derrota por 2 a 0 para o México, ele despertava dúvidas --falhou no golpe de vista no segundo gol mexicano, de falta.

"Respeito a opinião das pessoas e tento mudá-las. Estou em um grande momento na minha carreira. É um sonho", falou o goleiro, que pode repetir Júlio César, que pegou pênaltis na semifinal e na final da Copa América passada, no Peru.

Ontem, Doni foi comparado a Taffarel, herói nas Copas de 1994 e 1998, por um jornalista, mas ele foi humilde. "Quem sou eu para ser comparado com o Taffarel?"

Doni admitiu que não fica tranqüilo em disputas de pênaltis. "Não é só para o batedor que é ruim. O goleiro também sofre. Não queria que fosse para os pênaltis", falou o goleiro, que não estudou cobranças de adversários e que contou, segundo ele, com o palpite de companheiros e do técnico Dunga no momento de fazer as defesas.

 

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