Esporte
13/07/2007 - 09h21

Seleção brasileira se prepara para enfrentar Tevez e Mascherano

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RODRIGO BUENO
da Folha de S.Paulo, em Maracaibo (VEN)

Lugano, Valdivia, Reasco... Agora, é Tevez e Mascherano.

Na campanha brasileira na Copa América da Venezuela, a seleção tem enfrentado e despachado alguns dos estrangeiros que se aventuraram recentemente no futebol nacional. Os últimos da lista são os mais famosos, os argentinos que chegaram e saíram do Corinthians como astros da MSI.

No domingo, em Maracaibo, o Brasil tentará o bicampeonato continental diante da Argentina, que tenta a revanche da final de 2004. Há três anos, no Peru, Tevez e Mascherano enfrentaram a seleção na final e levaram a pior, em especial o atacante, que seria ídolo no mais popular clube paulista.

O Brasil perdia por 2 a 1 da Argentina, Tevez segurava a bola no ataque com dribles e, segundos após ser substituído e segundos antes do fim, Adriano empatou o duelo, vencido nos pênaltis pelos brasileiros.

"Recordo-me com grande dor daquele torneio. Foi o golpe mais forte da minha carreira, superior ao da Copa da Alemanha [a Argentina foi eliminada nos pênaltis pela Alemanha]. Por isso, quero sair campeão da Venezuela", falou Tevez, em entrevista ao periódico "Perú 21" no início da Copa América.

A relação de Tevez com o Brasil sempre foi intensa. Já cuspiu em garrafa de água que seria endereçada à seleção por programa humorístico argentino. Isso quando já era adorado pelos corintianos. Eleito o melhor jogador do Brasileiro de 2005, torneio do qual saiu campeão, o atacante argentino também já se desentendeu com torcedores no país.

Ele deixou o Brasil atirando contra o técnico Leão por este "não gostar de argentinos". Mascherano, que ficou menos tempo no Corinthians, nem chegou a mostrar seu bom futebol. Foi no meio do ano passado para a Inglaterra com Tevez.

Com a classificação da Argentina quarta-feira (3 a 0 no México), a revanche está pronta. Os próprios brasileiros admitem o favoritismo rival.

"A campanha da Argentina não deixa dúvida. Estão jogando em um grande nível desde o início do torneio. Eles têm grandes jogadores, estão entrosados, mas em 2004 também eram favoritos e perderam. É um jogo só. A Argentina pode acabar como a melhor equipe e não ser a campeã", disse Juan.

Se depender do que já aconteceu com Reasco, Valdivia e Lugano, Tevez e Mascherano podem temer pelo pior. O ala-direito equatoriano, que defende o São Paulo, começou na reserva a Copa América, virou titular contra o Brasil, mas teve atuação discreta na derrota (0 a 1) que eliminou seu time.

Valdivia atuou duas vezes contra o Brasil, pouco fez, sentiu lesão cervical e saiu humilhado. Seu time perdeu de 6 a 1 nas quartas, e o meia palmeirense foi suspenso por sua própria federação por uma balada.

Lugano, muito pior, falhou na cobrança de pênalti decisiva nas semifinais. Doni se adiantou e defendeu a penalidade do ex-zagueiro são-paulino, que fez pênalti em Vágner Love não marcado pelo juiz Oscar Ruiz.

Capitão

O zagueiro Juan deverá ser o capitão da seleção na final de domingo. O volante Gilberto Silva, capitão do time de Dunga, está suspenso. "Não conversamos sobre isso, mas posso ser [capitão]", disse Juan, campeão do torneio em 2004 e único remanescente daquele time, ao lado do lateral-direito Maicon.

 

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