Esporte
07/09/2007 - 09h11

Revista alemã diz que Alonso sabia do esquema de espionagem

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TATIANA CUNHA
da Folha de S.Paulo, na Itália

Como já virou rotina nesta temporada, às vésperas de mais uma etapa do Mundial, a F-1 deixou a disputa nas pistas de lado e fez do que acontece fora delas o principal assunto no paddock. Hoje foi a vez de Monza, que domingo recebe o GP da Itália, 13ª prova do ano.

Na pauta do dia, dois casos. Um já conhecido, outro novo. Ambos, porém, com o mesmo protagonista: a McLaren.

O primeiro diz respeito à história da espionagem, em que a equipe é acusada de ter tido acesso a informações secretas da Ferrari. Quarta-feira, a FIA cancelou o encontro da Corte de Apelações que aconteceria na próxima quinta-feira e transformou-o em uma audiência do Conselho Mundial, com a alegação de que novas evidências haviam surgido.

Ontem, surgiu a notícia de que uma das novas provas seria uma troca de e-mails entre Fernando Alonso e Pedro de la Rosa, piloto de testes do time.

De acordo com a revista alemã "Auto Motor und Sport", nas conversas, datadas do início do Mundial, De la Rosa comentava com seu compatriota detalhes do acerto da Ferrari.

O piloto de testes da McLaren é amigo de Mike Coughlan, projetista afastado da equipe, que já declarou que tinha um dossiê de cerca de 780 páginas sobre a escuderia italiana.

A FIA enviou, na última semana, cartas a todos os pilotos solicitando a colaboração deles para esclarecer o caso. Ela chega a oferecer "anistia" a quem colaborar na investigação.

Questionado ontem duas vezes sobre o caso, Alonso se esquivou de responder. "Não vou falar sobre esse assunto. Faltando cinco corridas para o fim do ano, e num campeonato disputado como esse, tenho que me concentrar só em ganhar corridas", falou o bicampeão.

A McLaren se negou a fazer comentários. E, como se não bastasse tudo isso, se viu envolvida em outra polêmica.

Desta vez, a punição veio rapidamente. O time foi multado em US$ 50 mil (cerca de R$ 100 mil) por ter usado, no GP da Hungria, em agosto, uma caixa de câmbio que não havia passado pelo "crash test" da FIA.

De acordo com o regulamento da entidade, toda mudança significativa no carro precisa passar pelo teste de impacto. A McLaren só informou a FIA de que faria a mudança --trocou por uma caixa de câmbio mais leve-- e demorou mais tempo do que o necessário para fornecer os documentos pedidos.

De acordo com a McLaren a mudança não era "significativa". O estranho é que no GP seguinte, na Turquia, os carros do time voltaram a usar o equipamento antigo, talvez por a equipe temer eventual punição.

Hoje, os carros vão à pista para os primeiros treinos livres para o GP italiano, que será às 9h de domingo. E, pelo menos por três horas, a F-1 voltará a prestar atenção ao esporte.

NA TV - Treino para o GP da Itália, Sportv, ao vivo, às 9h

 

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