Esporte
28/09/2007 - 13h18

Brasil concede refúgio a dois atletas cubanos que desertaram no Pan

Publicidade

da Folha Online
da Efe

O Conare (Comitê Nacional para os Refugiados), ligado ao Ministério da Justiça, decidiu nesta sexta-feira conceder refúgio a dois atletas cubanos que desertaram durante os Jogos Pan-Americanos, realizados em junho, no Rio de Janeiro.

O jogador de handebol Rafael da Costa Capote e o ciclista Michel Fernandez Garcia foram os beneficiados.

Como refugiados, os atletas terão todos os direitos de qualquer cidadão brasileiro, obterão um visto de permanência definitiva no país e poderão até pedir a naturalização.

Em agosto, quando fez seu pedido de refúgio, Capote alegou que queria ficar no Brasil para ter "melhores condições de vida do que em Cuba".

Questionado sobre o que aconteceria se ele voltasse a Cuba, depois de ter desertado, ele respondeu que "sofreria pressão" e que sua família poderia "perder o que tem no país".

O atleta de 19 anos já acertou para atuar no time de handebol do São Caetano por um ano. O jogador irá estrear na equipe nos Jogos Abertos do Interior, em outubro, na Praia Grande.

Boxeadores

Os boxeadores cubanos Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara foram deportados pelo governo brasileiro para Havana, após também terem desertados no Pan.

Oficialmente, os atletas pediram para voltar a Cuba. O caso, no entanto, é complexo. Em menos de 48 horas, os atletas foram detidos irregularmente pela Polícia Federal na Região dos Lagos, no interior do Rio, interrogados duas vezes e embarcados em um jato executivo de prefixo venezuelano.

No final de agosto, o chanceler cubano Felipe Pérez Roque confirmou que houve contato entre Havana e Brasília para "propiciar e organizar" a volta dos pugilistas para a ilha de Fidel Castro. O governo brasileiro nega a ocorrência.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca