Juizado criminal decide arquivar "caso Richarlyson"; meia recorre
da Folha Online
O Jecrim (Juizado Especial Criminal) decidiu, em audiência realizada nesta terça-feira, arquivar a queixa-crime do meio-campista Richarlyson, do São Paulo, contra o diretor administrativo do Palmeiras, José Cyrillo Jr., que insinuou que o atleta é homossexual.
Segundo o advogado do jogador, Renato Salge, o juiz do caso entendeu que a declaração de Cyrillo aconteceu por "ato falho", ou seja, ele teria falado sobre a preferência sexual do jogador "sem querer".
Salge afirmou ainda que o juiz propôs um acordo, que não foi aceito por nenhuma das partes, e que Richarlyson irá recorrer da decisão, apesar de o caso ter como possível pena somente o pagamento de algumas cestas básicas.
O jogador move duas ações contra o dirigente palmeirense. Na vara cível, a outra esfera acionada, o meia pede uma indenização de R$ 300 mil reais por danos morais.
"Um dos motivos que levaram o Richarlyson a não aceitar o acordo foi para não prejudicar a outra ação, a da vara cível", disse o advogado do são-paulino.
A reportagem da Folha Online tentou localizar o dirigente palmeirense, mas ele não atendeu às ligações. Cyrillo falou sobre a suposta homossexualidade de Richarlyson durante o programa "Debate Bola", da TV Record, em junho.
Indagado sobre a possibilidade de haver um jogador homossexual no elenco palmeirense disposto a assumir publicamente sua opção, o dirigente começou a responder dizendo: "O Richarlyson quase foi do Palmeiras".
A pergunta surgiu depois que a coluna Zapping, do jornal Agora e da Folha Online, informou, sem citar nomes, que um jogador de um grande clube paulistano estava em negociação com a TV Globo para assumir a homossexualidade.
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