22/02/2002
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10h50
Na pior crise política do movimento olímpico desde o fim da Guerra Fria, a Rússia continua ameaçando abandonar os Jogos de Inverno, por se considerar sistematicamente prejudicada pelos juízes das competições.
A delegação do país deu 24 horas ao presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Jacques Rogge, para dar uma resposta às suas queixas. Os dirigentes disseram ter apoio do presidente Vladimir Putin.
Leonid Tygachev, presidente do Comitê Olímpico Russo, reclamou das decisões "não-objetivas" na patinação, hóquei e esqui cross-country.
"Não deveria haver política nos Jogos, deveria haver competições esportivas. Eu disse ao COI: 'Se a Rússia não é necessária para o esporte, estamos prontos para deixar a vila olímpica'", afirmou o dirigente.
Depois dessas declarações, Rogge enviou uma mensagem a Putin dizendo que compreende a preocupação russa, mas que, após consultar as federações de cada esporte envolvido na polêmica, está convencido de que os julgamentos foram absolutamente corretos.
"Espero que o bom senso e a compreensão da real natureza da competição prevaleçam", disse Rogge.
A irritação russa foi provocada principalmente pela suspensão de duas atletas da equipe feminina de cross-country por causa de anormalidades no exame de sangue. Sem substitutas, a equipe não pôde competir.
Houve ainda um problema com a patinação (os russos contestam a vitória da norte-americana Sarah Hughes, numa prova muito disputada) e o hóquei (com um jogador a menos, a Rússia foi eliminada nas quartas-de-final).
Os russos têm apoio de outras delegações no protesto. A Ucrânia também retirou sua equipe da prova de revezamento por causa dos exames de sangue. China e Coréia do Sul também foram ''humilhadas'', segundo Tygachev.
O dirigente afirmou que, se a Rússia abandonar Salt Lake City, provavelmente vai boicotar os Jogos de Atenas-2004. Isso já aconteceu em 1984, em Los Angeles, quando a então União Soviética e seus aliados decidiram não competir, em retaliação ao boicote norte-americano aos Jogos de Moscou, quatro anos antes, por causa da invasão soviética ao Afeganistão.
Os russos fazem uma campanha pífia nesses Jogos, com apenas cinco medalhas de ouro na primeira semana. Eles começaram a se sentir injustiçados quando, por pressão do público, os organizadores decidiram mudar o resultado da patinação artística em duplas, fazendo com que a Rússia dividisse o ouro com os canadenses, originalmente vice-campeões.
com a Reuters
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Presidente russo apóia idéia da delegação em abandonar os Jogos
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da Folha OnlineNa pior crise política do movimento olímpico desde o fim da Guerra Fria, a Rússia continua ameaçando abandonar os Jogos de Inverno, por se considerar sistematicamente prejudicada pelos juízes das competições.
A delegação do país deu 24 horas ao presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Jacques Rogge, para dar uma resposta às suas queixas. Os dirigentes disseram ter apoio do presidente Vladimir Putin.
Leonid Tygachev, presidente do Comitê Olímpico Russo, reclamou das decisões "não-objetivas" na patinação, hóquei e esqui cross-country.
"Não deveria haver política nos Jogos, deveria haver competições esportivas. Eu disse ao COI: 'Se a Rússia não é necessária para o esporte, estamos prontos para deixar a vila olímpica'", afirmou o dirigente.
Depois dessas declarações, Rogge enviou uma mensagem a Putin dizendo que compreende a preocupação russa, mas que, após consultar as federações de cada esporte envolvido na polêmica, está convencido de que os julgamentos foram absolutamente corretos.
"Espero que o bom senso e a compreensão da real natureza da competição prevaleçam", disse Rogge.
A irritação russa foi provocada principalmente pela suspensão de duas atletas da equipe feminina de cross-country por causa de anormalidades no exame de sangue. Sem substitutas, a equipe não pôde competir.
Houve ainda um problema com a patinação (os russos contestam a vitória da norte-americana Sarah Hughes, numa prova muito disputada) e o hóquei (com um jogador a menos, a Rússia foi eliminada nas quartas-de-final).
Os russos têm apoio de outras delegações no protesto. A Ucrânia também retirou sua equipe da prova de revezamento por causa dos exames de sangue. China e Coréia do Sul também foram ''humilhadas'', segundo Tygachev.
O dirigente afirmou que, se a Rússia abandonar Salt Lake City, provavelmente vai boicotar os Jogos de Atenas-2004. Isso já aconteceu em 1984, em Los Angeles, quando a então União Soviética e seus aliados decidiram não competir, em retaliação ao boicote norte-americano aos Jogos de Moscou, quatro anos antes, por causa da invasão soviética ao Afeganistão.
Os russos fazem uma campanha pífia nesses Jogos, com apenas cinco medalhas de ouro na primeira semana. Eles começaram a se sentir injustiçados quando, por pressão do público, os organizadores decidiram mudar o resultado da patinação artística em duplas, fazendo com que a Rússia dividisse o ouro com os canadenses, originalmente vice-campeões.
com a Reuters
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