Favoritos no Mundial, Milan e Boca contabilizam 17 títulos internacionais
RODRIGO BUENO
da Folha de S.Paulo
O "Rei de Copas", apelido dado ao Independiente, é o maior prêmio em jogo no Mundial de Clubes deste ano, que tem Boca Juniors e Milan, aspirantes a maior vencedor do planeta.
Os campeões da Conmebol e da Uefa chegaram ontem ao Japão com pompa e com o peso da história que registra 17 títulos internacionais oficiais para cada um. São os clubes com mais taças reconhecidas pela Fifa ou por confederação continental.
Neste ano, o Boca, obcecado em ser o recordista de taças, ganhou sua sexta Libertadores, sua 17ª taça. No ano passado, quando abocanhou seu 16º troféu (a Recopa, em cima do São Paulo), já festejou ser o maioral em taças internacionais --Independiente e Real Madrid têm 15 troféus do tipo.
Mas o Milan levou em 2007 a Copa dos Campeões e a Supercopa, o alcançando em taças. O time também prioriza disputas internacionais --tem sete taças da Copa dos Campeões, cinco delas nos últimos 20 anos. O time leva o Mundial bem a sério.
"Para o Milan, a competição representa muitíssimo. Sempre foi um torneio importante porque elege o campeão mundial. É um objetivo prestigioso. Clube e atletas ganham visibilidade mundial", falou o ex-jogador Leonardo, diretor do Milan, ao site do clube.
Prova da relevância é que o time italiano chegou uma semana antes de sua estréia ao Japão para se adaptar. Europeus costumam chegar depois dos sul-americanos, mas isso não ocorreu agora. O Boca, que estréia na quarta, chegaria ao Japão na manhã de sexta no Japão (noite de ontem no Brasil).
"No Brasil, jogadores aprendem logo que o Mundial é o título de clubes mais importante. Você tem que vencer a Libertadores para disputá-lo. Na Europa, é o contrário. O maior objetivo é a Copa dos Campeões, e o Mundial é um bônus. Dito isto, por diversas razões, as coisas são diferentes neste ano", afirmou Kaká ao site da Fifa.
Segundo o "Bola de Ouro", o fato de o Milan ter veteranos vitoriosos que estão prestes a encerrar a carreira, como Maldini, e atletas que nunca venceram o Mundial, como ele, deixam o time com muita gana.
"Estamos muito motivados. O Mundial é o objetivo principal da temporada. Trataremos de voltar para casa com outra copa", falou ao site do Milan, antes do embarque para o Japão, o técnico Carlo Ancelotti.
O site do time estampa em sua página inicial o título "Milan x Resto do Mundo".
O Boca, por sua vez, destaca em seu site e em peças publicitárias em Buenos Aires a mensagem "Japão, nosso segundo bairro". Palermo, Banega e Palacio são os astros da campanha, pois Riquelme não jogará.
"Quando estava em Montevidéu e via pela TV o que o Boca conseguia em Tóquio [Mundial de 2000 e 2003 no Japão], ficava feliz porque era um sul-americano que ganhava. Para mim, é um orgulho estar aqui", falou Alvaro Gonzalez, meio-campista uruguaio que joga no Boca.
O time argentino tem em seu site cartão com os seguintes dizeres: "17 Copas internacionais (o maior, muito muito longe)".
A Fifa destaca em seu site os Mundiais desde 1960, quando teve início a disputa só com times europeus e sul-americanos, e ressalta que Boca ou Milan podem ser o primeiro tetracampeão mundial de clubes.
Acompanhe as notícias em seu celular: digite o endereço wap.folha.com.br


