Perto da aposentadoria, Maldini quer voltar a vencer no Mundial
RODRIGO BUENO
da Folha de S.Paulo
Um jogador em especial no Milan posa de "senhor Mundial". Maldini, 39, pode ganhar no Japão o último título da carreira e interromper série de insucessos na disputa --após os títulos de 1989 e 90, perdeu em 93, 94 e 2003.
"Damos grande importância à disputa porque te torna campeão mundial. É o auge do clube. Ganhei as duas primeiras, mas veio a série de derrotas. Desaponta muito, pois é difícil se classificar para o Mundial", falou ele para a Fifa.
Maldini, zagueiro e lateral, deve pendurar as chuteiras pouco após a disputa. "O Milan é minha segunda família. Meu pai jogou no clube e meu filho atua na base", diz ele, que vê coisas boas em ser veterano. "Você perde algo no físico, mas melhora taticamente e mentalmente."
Ele espera passar a experiência de outros Mundiais ao grupo. Neste ano, o Milan até chegou na Ásia antes do Boca para se adaptar melhor ao Japão.
"A razão principal para as derrotas no Japão não foi o jet lag. Em 1993, contra o São Paulo, perdemos sensacional jogo contra um time muito bom. Contra o Vélez Sarfield e o Boca, éramos melhores no papel, mas não mostramos isso no campo", falou.
Em 1993, ele perdeu de Cafu, que hoje é seu companheiro. "Nunca pensei que este país [Japão] acabasse significando tanto para mim", falou Cafu à Fifa, lembrando os títulos mundiais com o São Paulo e a seleção.
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