Milan "veterano" enfrenta jovens do Boca Juniors
RODRIGO BUENO
da Folha de S.Paulo
Se o Milan for campeão mundial no domingo, seu elenco experiente será exaltado. Mas, se o Boca Juniors sair com o título no Japão, o envelhecido time italiano deverá ser contestado.
A diferença entre os elencos dois dois finalistas do torneio da Fifa é grande se for levada em consideração a média de idade dos atletas. O Milan, com 16 jogadores com 30 anos ou mais, apresenta uma média de idade de 31,2 anos. Seu rival, com nome que já lembra jogadores jovens, tem média de 24,6 anos na luta pelo tetra.
Se o campeão europeu valoriza até jogador de 39 anos, caso do zagueiro e lateral Maldini, o vencedor da última Libertadores aposta, por exemplo, em Banega, titular com só 19 anos.
O atleta mais jovem no elenco do Milan no Japão é Gourcuff, que tem 21 anos hoje. O segundo mais moço do time é Kaká, a estrela da companhia, que já contabiliza 25 primaveras e está prestes a ser eleito como melhor do mundo pela Fifa.
No Boca Juniors, apenas Palermo, 34, e Ibarra, 33, podem ser considerados veteranos. Porém eles são mais moços que Fiori, 38, Cafu, 37, Serginho, 36, Favalli, 35, Kalac (faz 35 no domingo), Dida, 34, e Inzaghi 34.
Tantos veteranos fariam do Milan domingo o clube campeão mundial mais idoso da história. Maldini foi campeão da disputa em 1989 com 21 anos, idade superior à que tem hoje Cahais, 19, e Garcia, 20, que também integram o elenco da equipe de Buenos Aires.
Caso a partida termine empatada, haverá prorrogação. Caso o empate continue, haverá disputa de pênalti, como aconteceu em 2003 quando os dois clubes decidiram o Mundial --na ocasião, o Boca superou o oponente por 3 a 1. Um dos que erraram pênalti naquela final foi Seedorf, que tinha 27 anos na ocasião e hoje tem 31.
O Milan de Carlo Ancelotti é tão apegado a seus atletas que nove jogadores que estiveram na decisão do Mundial de 2003 estão este ano de novo no Japão: Dida, Cafu, Maldini, Pirlo, Gattuso, Ambrosini, Seedorf, Kaká e Inzaghi. No Boca, só Battaglia viveu aquela final.
"Temos nossas forças e sabemos o que temos de fazer. espero que possamos levar o título de novo para casa", falou Battaglia, mais maduro aos 27 anos.
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