Esporte
16/12/2007 - 09h12

Marketing aproxima finalistas do Mundial de Clubes da Fifa

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RODRIGO BUENO
da Folha de S.Paulo

O Milan é reconhecidamente um time que investe pesado em marketing mundo afora, abrindo clínicas em outros países, priorizando disputas internacionais, fazendo excursões, colocando versões em diversas línguas em seu site. O Boca Juniors repete a fórmula nesse quesito na América do Sul.

O clube argentino colocou sua marca em avião, hotel e até cemitério. Manda muitos jogos no interior do país. Contrata vários atletas de outras nações sul-americanas, o que o ajuda a ampliar a sua popularidade no continente --para o Mundial, levou um paraguaio, um colombiano e dois uruguaios.

Na última conquista de Libertadores, o Boca já deu provas do poder de sua torcida fora de seu país --chegou praticamente a dividir estádio com o Libertad nas quartas-de-final.

No Japão, o Milan leva amplo domínio sobre o time argentino, fruto de um trabalho que ganhou força ainda nos anos 80, quando Silvio Berlusconi assumiu o controle do clube e o transformou em uma constelação de craques internacionais.

Ambos apostam muito em vendas de camisas e produtos. Se o Milan investe em marcas fortes, como o número 22 usado por Kaká, na loja oficial do Boca Juniors, um ponto turístico de Buenos Aires, os torcedores podem escolher número e nome para colocar no uniforme na hora de efetuar a compra.

O Boca desfruta na América de grande popularidade também porque quase todos os seus jogos são exibidos para vários países. A penetração da TV argentina nos vizinhos de língua espanhola no continente é grande. E o clube se esforça para seguir ligado a ídolos, como Riquelme e Maradona.

 

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