Esporte
31/12/2007 - 10h01

Com lesões, brasileiras apostam em queniana na São Silvestre

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FÁBIO GRIJÓ
MARIANA LAJOLO
PAULO COBOS
da Folha de S.Paulo

As três brasileiras que já venceram a São Silvestre chegam à edição deste ano em meio a problemas físicos.

Não bastasse isso, ainda terão uma forte oponente do Quênia, sem contusão alguma, favorita para vencer a prova nesta tarde. A elite feminina irá largar às 16h30, 15 minutos antes da disputa masculina.

"Estou feliz depois de anos parada com lesões. Completar a prova será uma grande vitória", disse Maria Zeferina Baldaia, ganhadora em 2001.

Em 2003, ela passou por tratamento para se recuperar de estresse fisiológico, causado por excesso de treinos.

"Não foi um ano bom, foi cheio de lesões. Tive bursite [inflamação perto de articulações] e problema no nervo ciático, mas estou treinando bem. Sei que vou correr com dor", afirmou Marizete Resende, vencedora em 2002.

"Na reta final de preparação, tive lesão no calcanhar. Estou bem treinada e acho que isso não vai atrapalhar", falou Lucélia Perez, atual campeã, que, neste ano, ganhou o bronze nos 10.000 m no Pan do Rio.

Longe dos 100%, o trio nacional ainda terá como rival Alice Timbilili, que, nesta temporada, ficou em segundo nas meias-maratonas da Filadélfia (EUA) e de Saltillo (México).

Ela não quis assumir o favoritismo. "Não precisam ter medo das quenianas."

 

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