Esporte
01/01/2008 - 09h31

Largada com divisão por ritmo falha na São Silvestre

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FÁBIO GRIJÓ
MARIANA LAJOLO
PAULO COBOS
da Folha de S.Paulo

A organização da corrida queria dar maior fluência à largada da São Silvestre. Para isso, criou diferentes áreas de saída de acordo com o nível dos corredores. Os competidores que largaram ontem, no entanto, insistiriam em sair novamente embolados na mais tradicional corrida de rua do país.

Muitos corredores não sabiam que haveria a divisão, feita apenas por pequenas bandeiras colocadas na calçada da avenida Paulista.

Eram oito áreas demarcadas de acordo com tempos de referência, dispostas de 20 m em 20 m, em média, começando com atletas que cumpriam o quilômetro em 4min30s e terminando com os que tinham marca igual ou superior a 8min. Uma das bandeiras, cerca de uma hora antes da largada da prova feminina, estava no chão.

A maioria dos atletas acabou posicionando-se de forma aleatória. Muitos iam para os locais mais afastados para fugir da aglomeração. Outros, mesmo conhecendo sua marca e as baias divididas por tempos, largaram com atletas mais velozes.

Grudados na linha de largada, como sempre, aglomeraram-se dezenas de corredores de diferentes níveis, que saíram em disparada quando a prova começou.

Quando anunciou a novidade, a organização da São Silvestre frisou que a colocação nas baias não era obrigatória e sim uma sugestão.

"A idéia é dar conforto aos atletas e esperamos a compreensão de todos", dissera Thadeus Kassabian, diretor de Operações da Yescom, parceira na organização.

Alguns corredores, no entanto, disseram querer ver a novidade mais vezes. E de modo mais organizado.

"Fiz uma prova em que o número de inscrição já era diferente para os atletas de diferentes níveis. Na hora da corrida, havia baias divididas para cada um deles. Dessa forma, não há tanta aglomeração e você corre mais perto de atletas que têm o mesmo nível que você", afirmou o metalúrgico Claudemir de Paula, 47.

 

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