A 5 meses da Olimpíada, Dalai Lama denuncia repressão no Tibet
da France Presse
A cinco meses dos Jogos Olímpicos de Pequim, o líder budista Dalai Lama denunciou nesta segunda-feira a repressão chinesa no Tibet, em uma declaração de incomum severidade por ocasião do 49º aniversário de seu exílio na Índia.
O Prêmio Nobel da Paz em 1989, cuja causa voltou a ganhar apoio no ocidente nos últimos meses, falou sobre "enormes e inimagináveis violações dos direitos humanos cometidas pela China no Tibet", que chegam à "negação da liberdade religiosa".
"Há seis décadas os tibetanos vivem de forma permanente com medo e sob a repressão chinesa", disse.
Os comentários contrastam com a moderação adotada nos últimos anos pelo Dalai Lama em relação à China. O líder religioso reafirmara no sábado o direito de Pequim organizar os Jogos Olímpicos, depois de ter sido acusado pela principal autoridade chinesa na região autônoma do Tibet de tentar "sabotar" o evento esportivo.
O Dalai Lama acusa a China, no entanto, de "agressão demográfica" por uma política de colonização acelerada que leva a "uma espécie de genocídio cultural".
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