Escola de medicina apura apoio a doping
da Folha de S.Paulo
Segundo investigação da Universidade de Freiburg, atletas da T-Mobile, uma das mais importantes equipes de ciclismo do mundo, contaram com ajuda de médicos de seu departamento de medicina esportiva para se doparem entre 1993 a 2006. Até agora os nomes de quatro médicos da universidade alemã já foram revelados.
Alguns ciclistas já confessaram ter usado substâncias proibidas, principalmente para a disputa da Volta da França. A investigação de Freiburg não obteve nenhum testemunho de competidores sobre o período entre 2001 e 2005. Mesmo assim, acredita-se que prática não foi interrompida.
A investigação também afirmou que encontrou indícios, mas não provas, de que Jan Ullrich, alemão vencedor da Volta em 1997, usou os serviços dos médicos da universidade.
O ciclista se aposentou após ter seu nome envolvido em uma série de suspeitas de uso de substâncias proibidas.
A T-Mobile, empresa de telefonia, abandonou o patrocínio do ciclismo por conta dos inúmeros escândalos de doping envolvendo o esporte. A Volta da França de 2006 teve o nome de seu vencedor trocado após o norte-americano Floyd Landis ser condenado por doping. O espanhol Oscar Pereiro herdou o troféu.
A União Ciclística Internacional anunciou no ano passado que criaria um "passaporte biológico", submetendo todos os atletas internacionais a exames de sangue e urina. Também disse que seria mais rigorosa com testes e punições.
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