Esporte
28/03/2008 - 16h29

Desafeto de Senna, Jean-Marie Balestre morre aos 86 anos

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da Folha Online

O ex-presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) Jean-Marie Balestre morreu nesta quinta-feira, na França, aos 86 anos, segundo informações do site do jornal "L'Equipe".

Balestre dirigiu a antiga Fisa (Federação Internacional do Esporte Automobilístico), braço da FIA que controlava a F-1, entre os anos de 1979 a 1991. Em 1986, o francês assumiu também a presidência da FIA, a qual dirigiu até 1993.

Balestre perdeu força ao ser derrotado na presidência da Fisa para o inglês Max Mosley, em 1991. Dois anos depois, a Fisa seria extinta e Mosley se tornou presidente da FIA, a qual comanda até hoje.

Polêmico

Além de ficar conhecido como um dos responsáveis pelo aumento na segurança das pistas a partir dos anos 80, Balestre também colecionou desafetos na F-1.

Os mais conhecidos foram Ayrton Senna e Bernie Ecclestone, que até hoje preside a antiga Foca (Associação dos Construtores da F-1), atualmente FOM (Gerência da F-1).

Balestre e Ecclestone tiveram diversos problemas nos anos 80, quando a Fisa e a Foca lutavam pelo controle da categoria. Diversas equipes ligadas à Foca chegaram a boicotar o GP de San Marino de 1982 em represália à Fisa.

Já a briga do dirigente com Senna começou após o GP do Japão de 1989, quando o brasileiro se envolveu em um acidente com seu companheiro na McLaren, Alain Prost, e acabou desclassificado da corrida após ter conquistado a vitória.

Com a desclassificação, o piloto perdeu a chance de levar a decisão do título de 1989, que ficou com Prost, para a última corrida, na Austrália. Balestre culpou Senna pelo acidente, fato que irritou o brasileiro, que passou a atacar o dirigente em entrevistas.

Um ano depois, Senna se envolveu em novo acidente com Prost, novamente no Japão, desta vez tirando a chance de o francês continuar sonhando com o título de 1990.

Mesmo sem sofrer nenhuma punição, e com o bicampeonato confirmado, o brasileiro voltou a atacar Balestre pelo acontecido em 1989, acusando-o de ter favorecido seu compatriota Alain Prost na ocasião.

 

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