Associações de judeus pedem demissão de Mosley após vídeo de orgia
da Folha Online
Associações britânicas de judeus se mostraram indignadas nesta segunda-feira depois da divulgação de um vídeo que mostra o presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Max Mosley, em uma orgia com prostitutas em que são feitas diversas referências nazistas.
"É um insulto a milhões de vítimas, de sobreviventes [do nazismo], assim como suas famílias. Ele teria que pedir perdão. Teria que ser demitido", afirmou um comunicado do Centro do Holocausto.
A FIA ainda não se pronunciou sobre o caso, revelado pelo jornal inglês "News of the World". Apenas comunicou que os advogados de Mosley cuidariam do assunto.
Edie Friedman, diretora do Consulado Judeu pela Igualdade Racial, disse à agência France Presse que o comportamento de Mosley foi "nocivo". "É incrível, especialmente quando se conhece sua história familiar", falou Friedman.
Mosley, presidente da FIA desde 1993, é filho do político Oswald Mosley, fundador da União Britânica de Fascistas e amigo pessoal de Adolf Hitler. O dirigente, no entanto, sempre evitou comentários a respeito do posicionamento político de seu pai.
Orgia nazista
De acordo com o tablóide britânico, durante o vídeo, Mosley aparece fazendo referências nazistas e com o papel de "comandante de um campo de concentração".
"Conhecendo Max, pode se tratar de uma brincadeira, muito mais do que uma ofensa às pessoas de fé hebraica", comentou Bernie Ecclestone, presidente da FOM (Gerência da F-1).
"Conheço Max há muitíssimos anos, e, se alguém tivesse me contado esta história sem apresentar provas, não teria acreditado", declarou o inglês.
Para Ecclestone, o caso não afetará a F-1. "Mesmo aceitando que tudo seja verdade, não acredito que aquilo que cada um de nós faz em sua vida privada prejudique o esporte de algum modo", falou.
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