Buscando se acertar, São Paulo recebe o Luqueño pela Libertadores
RICARDO VIEL
RODRIGO MATTOS
da Folha de S.Paulo
Foram 20 escalações em 21 jogos. Esse dado, segundo o técnico Muricy Ramalho, explica os outros números são-paulinos em 2008, bem inferiores aos do ano passado no mesmo estágio da temporada. A exceção é a dupla Borges e Adriano.
Que mais uma vez estará à frente do time contra o Sportivo Luqueño, hoje. Mas deve ter a companhia de Éder Luís, que não jogou a última partida por não estar inscrito no Paulista. Se não usá-lo, Muricy tem a chance de repetir pela terceira vez um time na temporada.
Em caso contrário, segue a ciranda que leva o time ao mau desempenho. Por exemplo: o São Paulo marcou uma média de 1,52 gols por partida, contra 2,09 em 2007 também em 21 jogos. Ou seja, houve uma queda de rendimento de 27% na produção ofensiva.
O desempenho da defesa teve uma decadência ainda mais significativa. Sofreu uma média de 0,66 gol na última temporada até os 21 jogos. É quase metade da média de 1,14 gol tomado neste ano.
Assim, o time só obteve 63,5% dos pontos disputados, somados Libertadores e Paulista. Eram 74,6% de aproveitamento no ano passado. Tanto que o time ainda não garantiu a classificação no Paulista.
"O grande problema da defesa é que não se acertou porque não joga junto. O líbero que a gente trouxe (Juninho) se machucou no início. Como não teve a facilidade de jogar junto, não se acertou", explicou o técnico, que já escalou a defesa com dois ou três zagueiros.
O treinador também admite um desarranjo no meio-campo: não achou a formação ideal. Tanto que, contra o Luqueño, pode repetir a escalação de Hernanes mais à frente.
"Lá na frente, nosso time só tem sido correria, sem armação. Com o Hernanes, o time fica mais compacto", contou.
Outra opção, mais provável, é a entrada de Éder Luis, próximo aos dois atacante titulares.
"É bom jogar atrás do Borges e do Adriano que sobra mais espaço para jogar pois os zagueiros ficam de olho neles", afirmou Éder Luís.
Ao colocar um auxiliar ofensivo para a dupla Borges e Adriano, algumas vezes Dagoberto é usado, o objetivo do treinador costuma ser pressionar mais um adversário retrancado, que é o que espera do Luqueño. "Eles já jogaram assim até no campo deles", disse.
A dupla de ataque responsável por dois terços dos gols, Borges e Adriano, está dando certo, segundo o treinador, porque tem jogado junta.
Apesar do cenário pior do que em 2007, na Libertadores, o São Paulo está mais confortável do que na última temporada. Tem cinco pontos em três jogos, contra quatro no ano passado. E tem boas chances de acabar em primeiro no grupo, quando ficou apenas em segundo nesta fase em 2007.
Público
Até o fim da tarde de ontem, 15.897 ingressos haviam sido vendidos, dos quase 68 mil postos à venda para o confronto entre São Paulo e Sportivo Luqueño. A diretoria são-paulina e os jogadores esperam bom público para a partida. O técnico Muricy pediu paciência à torcida, já que espera uma retranca paraguaia.
SÃO PAULO
Rogério; Zé Luis, André Dias, Miranda, Richarlyson; Hernanes, Fábio Santos, Jorge Wagner e Éder Luis; Adriano e Borges.
Técnico: Muricy Ramalho
SPORTIVO LUQUEÑO
García; Paniagua, Servín, Martínez e Román; Esquivel, Mereles, Nuñez e Vargas; Charles da Silva e Lazaga.
Técnico: Daniel Lanata
Local: estádio do Morumbi, em São Paulo
Horário: 21h50
Juiz: Martín Vázquez (Uruguai)
Leia mais
- Internacional confirma surto de hepatite em cinco jogadores
- Corintiano Finazzi se espelha em artilheiros de rivais por recuperação
- Livros contam tudo sobre os times e a história do futebol
Especial

