Montadoras criticam Mosley por escândalo, e dirigente convoca reunião
da Folha Online
As montadoras BMW, Mercedes, Toyota e Honda, que contam com equipes na F-1 (a Mercedes é parceira da McLaren), criticaram nesta quinta-feira o presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Max Mosley, por seu envolvido em um escândalo sexual com supostas referências ao nazismo.
O dirigente defendeu-se das críticas e convocou hoje uma reunião extraordinária, na qual os membros da FIA discutirão o assunto.
No último domingo, o tablóide "News of the World" revelou a participação do dirigente em uma orgia com cinco mulheres numa casa em Chelsea, bairro classe média de Londres. O jornal trouxe imagens de um vídeo em que Mosley pratica atos sadomasoquistas.
Em determinado momento, o dirigente teria se fantasiado de oficial nazista, enquanto duas mulheres estariam vestidas como prisioneiras de campos de concentração da Segunda Guerra Mundial.
O tablóide ligou o caso ao fato de o dirigente ser filho de Oswald Mosley, líder do partido fascista inglês, importante aliado de Adolf Hitler no pré-guerra.
Repúdio
BMW e Mercedes, montadoras alemãs, repudiaram o incidente oor meio de uma nota conjunta. "O conteúdo da publicação é vergonhoso", diz o comunicado. "Este incidente envolve Max Mosley tanto no plano pessoal quanto como presidente da FIA. As conseqüências se estendem além do automobilismo. Esperamos uma resposta da FIA", continua o texto.
Mosley se defendeu das críticas também por meio de uma nota. "Considerando a história de BMW e Mercedes, principalmente antes e durante a Segunda Guerra, eu entendo o porquê de eles quererem se distanciar de algo que descrevem, de forma correta, como 'vergonhoso conteúdo das publicações'", comentou.
"Infelizmente, eles não me contataram antes de divulgar esse comunicado para perguntar se esse conteúdo é realmente verdadeiro. A FIA irá responder a eles, sem dúvida, assim como eu irei responder ao jornal em questão", declarou o dirigente.
Mais tarde, a escuderia Toyota também se manifestou contra o presidente da FIA. "A Toyota desaprova qualquer comportamento que possa prejudicar a imagem da F-1, em especial quando pode ser entendido como racista ou anti-semita", diz o comunicado.
"Os dirigentes, tanto no esporte quanto nos negócios, incluindo o automobilismo, precisam manter aos mais altos padrões de comportamento. Quando todos os fatos estiverem esclarecidos, caberá à FIA decidir se o sr. Mosley reúne as condições morais condizentes com a postura de presidente da FIA", continua a nota.
A última a criticar Mosley nesta quinta-feira foi a equipe Honda, que pediu que a FIA "considere o assunto de forma cuidadosa e chegue a uma decisão que seja do interesse da F-1 e do automobilismo".
"É necessário que figuras-chave no esporte e nos negócios mantenham os melhores níveis de conduta, para cumprirem seus papéis com integridade e respeito. A equipe Honda está extremamente decepcionada pelos eventos recentes envolvendo o sr. Mosley e estamos preocupados porque a reputação da F-1 e de todos os seus participantes está sendo prejudicada", comunicou a Honda.
Reunião
Após as críticas das montadoras, a FIA divulgou um outro comunicado convidando os membros da entidade para uma reunião que discutirá a "aparente invasão de privacidade ilegal" sobre Max Mosley.
A reunião ocorrerá em Paris "o mais cedo possível", de acordo com o comunicado, no qual a FIA reiterou que não comentará mais o assunto.
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Especial



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JOSÉ
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Dá pra notar que o pessoal da Stock nem apareceu no vídeo direito...
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