Esporte
18/04/2008 - 09h43

Chefe da Comissão de Arbitragem diz que não assistirá clássico do gramado

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RENAN CACIOLI
RICARDO PERRONE
da Folha de S.Paulo

O chefe da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol, coronel Marcos Marinho, disse que não assistirá ao clássico entre Palmeiras e São Paulo, no domingo, do gramado do Parque Antarctica.

O homem que comanda o apito no Estado abandona, assim, um hábito que vinha incomodando algumas pessoas. Entre elas, o técnico do Palmeiras, Vanderlei Luxemburgo, que por mais de uma vez reclamou publicamente da presença de Marinho nos gramados.

A mais recente delas deu-se no domingo passado, após a derrota palmeirense por 2 a 1 para o rival que teve o polêmico gol de mão do atacante Adriano validado pelo árbitro Paulo César de Oliveira e pela assistente Maria Elisa Barbosa.

"A responsabilidade é toda do coronel Marinho. Falta uma conduta mais profissional. A presença dele ali atrás do gol inibe os árbitros. Além disso, se ele está naquele local é para olhar a arbitragem, e não ficar me vigiando, como ficou fazendo o jogo inteiro", afirmou.

Ontem, Marinho negou que estivesse vigiando o treinador. Mas admitiu que as críticas de Luxemburgo pesaram na sua decisão de não acompanhar mais as partidas do campo.

"Ele colocou uma situação que me fez repensar. Quem sabe ele não está certo? Só procuro o melhor para o futebol e para a federação", disse Marinho.

O sumiço do coronel dos gramados, porém, já havia sido decidido antes. O presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, reuniu-se com o chefe da arbitragem e pediu para ele não acompanhar o segundo clássico da semifinal do gramado do Parque Antarctica.

"Não foi uma ordem, foi um aconselhamento do presidente para que eu não fosse ao campo", ponderou Marinho.

Segundo ele, outras pessoas "mais experientes", deram o mesmo conselho. E ele, então, tomou a decisão.

"Já vinha pensando muito a respeito. Precisamos rever alguns posicionamentos, ver o que é melhor para o futebol."

Não foi assim que a notícia chegou ao Palmeiras. Os cartolas comentavam que Del Nero havia proibido a presença do juiz no campo. E comemoraram.

O chefe da arbitragem já não sabe nem se irá mais ao estádio ver a partida in loco.

 

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