Guaratinguetá e Ponte Preta decidem vaga na final do Paulista-2008
MAURÍCIO SIMIONATO
da Agência Folha, em Campinas
FÁBIO AMATO
da Agência Folha, em Guaratinguetá
Considerado o histórico dos clubes, falta experiência a Guaratinguetá e Ponte Preta para decidirem o Paulista. O time campineiro já esteve em quatro finais, e perdeu, e seu rival nunca chegou à fase final de campeonatos de primeira divisão em nove anos de existência.
Para compensar, ambos os clubes apostaram em jogadores "cascudos", ou seja, que já tiveram rodagem em vários times. Com isso, os jovens têm poucas oportunidades nas equipes, embora a média de idade também não seja alta.
É o que mostram as duas prováveis formações dos times na segunda partida da semifinal, hoje, às 18h10, em Guaratinguetá.
Na Ponte, a média de idade é de 25 anos. E, apesar de o elenco contar com vários jogadores formados no time, a prioridade é para os forasteiros.
Só as ausências de Deda e Elias deram chances aos pratas da casa Ricardo Conceição, Fabiano Santos e Renan --os dois últimos disputam posição.
"O jogador que vai começar jogando sabe. Esconder o time não determina nada, mas ajuda", explicou o técnico Sérgio Guedes, que faz mistério sobre a escalação de seu time.
Entre os que já eram titulares da equipe campineira, só o atacante Wanderley, 19, é jovem promessa da Ponte.
Até o perfil das revelações do time, Renato e Elias, mostra a realidade ponte-pretana. Pretendido pelo Corinthians, o segundo já teve passagens por times pequenos e pelo Palmeiras B. Renato esteve no Juventude, então na Série A do Brasileiro.
O Guaratinguetá não formou nenhum de seus atletas. E tem a média de idade de 27 anos.
Há jogadores com passagens por Internacional, Palmeiras, Náutico e equipes do interior, inclusive a Ponte Preta.
É nesta rodagem que o presidente do clube, Carlos Arini aposta no jogo "mais importante da história do clube". O dirigente até impediu o técnico Guilherme Macuglia e os jogadores de falarem à imprensa.
Iguais na aposta em atletas rodados, Ponte e Guaratinguetá se diferenciam pelo estilo de jogo. O time campineiro tem o melhor ataque do Paulista, com 37 gols, ao lado do Palmeiras. Já a equipe do Vale do Paraíba se destaca na defesa, a menos vazada, com 15 gols.
Ironicamente, a Ponte, vencedora da primeira partida, só precisa não tomar gols para se classificar à final. Mas tem a pior defesa entre os semifinalistas, com 23 gols sofridos.
"A Ponte não retranca e não defende apenas. A Ponte preenche espaço e se posiciona bem", disse Sérgio Guedes. "A Ponte será agressiva quando tiver de ser. Para isso treinamos muitas situações".
O Guaratinguetá, por sua vez, tem o pior ataque entre os quatro candidatos ao títulos. "Somos a melhor defesa, mas também um time que sabe atacar. A Ponte Preta tem como melhor qualidade o ataque, mas isso não significa que não saiba defender", divagou Arini.
GUARATINGUETÁ
Fábio; Tiago Gomes, Renato e Toninho; Nelsinho, Alê, Jackson, Michel e Jefferson; Alessandro e Dinei.
Técnico: Guilherme Macuglia
PONTE PRETA
Aranha; Eduardo Arroz, Jean, César e Vicente; Ricardo Conceição, Bilica, Fabiano Santos (Renan) e Renato; Luís Ricardo e Wanderley.
Técnico: Sérgio Guedes
Local: estádio Dario Rodrigues Leite, em Guaratinguetá
Horário: 18h10
Juiz: Cléber Wellington Abade
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