Com gols decisivos, Diogo Rincón vira "herói" no Corinthians
LUIS AUGUSTO SÍMON
do Agora São Paulo
Cercado por 50 crianças da escola Show de Bola, de Salto --a 115 quilômetros de São Paulo--, que respeitosamente esperavam por sua entrevista a uma canal de televisão, Diogo Rincón estava a alguns minutos de viver seu primeiro momento como ídolo da torcida corintiana. O relógio marcava 12h30, na sede do clube.
Autor dos dois primeiros gols na vitória por 4 a 0 (um de pé direito e outro com o esquerdo), o meia-atacante foi envolvido pelas crianças no exato instante em que a luz da câmera da televisão se apagou. "Isso é bom demais", dizia, entre um autógrafo e outro. Levou dez minutos para caminhar os 30 metros que o separavam da entrada do museu do Corinthians.
Caminhava e dava autógrafos. Com a certeza de ter cumprido um passo no projeto a que se propôs quando veio do Dínamo de Kiev, da Ucrânia, para o Corinthians.
"Eu vim aqui para ser ídolo e sei que vou ser. Voltei para fazer meu nome na história desse clube e também voltar ao cenário nacional. Depois dessa goleada, as coisas vão começar a acontecer", afirmou, já dentro do Memorial.
Ele lembra dos gols que fez. "Quando aquela bola apareceu na minha frente logo no começo do jogo, nem acreditei direito. Estava fácil demais, e eu tinha de fazer. Para chegar mais rápido, pulei no chão, foi meio de carrinho, mas valeu a pena."
O segundo gol, um chute forte com o pé esquerdo, pode ter dado aos corintianos a idéia de que seu time contratou um jogador que tem as mesmas qualidades com a direita ou a esquerda. Com sinceridade, ele desmente.
"A canhota ainda é apenas para pegar ônibus, mas não tinha outro jeito. Tinha de ser com a esquerda mesmo, e enchi o pé. Deu certo", disse.
A volta ao Brasil, depois de seis anos, começa a valer a pena. "Lá era bom, mas a língua atrapalha. Minha mulher aprendeu a falar russo antes de mim, é difícil." Do idioma, talvez ele tenha aprendido só o nome Janaína, de sua mulher, que tatuou no seu braço direito. No esquerdo, o nome do filho Vitor Augusto. E a terceira tatuagem, no antebraço, fala de Deus. Um ídolo família.
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