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09/05/2002 - 18h34

Comissão de Arbitragem afasta juiz do jogo Corinthians e Brasiliense

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da Folha de S.Paulo

A poucos dias de embarcar para o Japão e se integrar ao grupo de árbitros que vão apitar a Copa do Mundo, Carlos Eugênio Simon foi afastado pela Comissão de Arbitragem da CBF pelos erros que cometeu no jogo de ontem, entre Corinthians e Brasiliense.

A punição, segundo Édson Resende, integrante da comissão, perdurará até o início do Campeonato Brasileiro nas competições organizadas pela entidade.

Nenhum dirigente da Fifa foi encontrado para informar se a pena imposta pela CBF ao juiz pode influir na sua participação no Mundial, que começa no próximo dia 31. Simon foi o único brasileiro indicado para apitar jogos da Copa do Mundo.

Segundo o artigo 26, parágrafo segundo, do regulamento do Mundial da Coréia e do Japão, para que juiz possa ser relacionado para uma partida, ele deverá fazer parte da lista de árbitros da Fifa. Isso Simon continua sendo, já que a CBF não cassou a sua licença de juiz por determinado tempo, mas o afastou das competições por ela administradas.

Mas a situação pode mudar. O presidente do time de Taguatinga (DF), o senador cassado Luiz Estevão, afirmou que entrará, na próxima semana, com uma representação na Justiça desportiva pedindo a suspensão de Simon.

"Vou entrar com uma representação contra ele [Simon], que é um bandido e deveria ter vergonha na cara e se aposentar. Ele roubou o Brasiliense de forma vexatória. Se ele não pode apitar jogos da CBF, como vai poder representar o Brasil na Copa do Mundo? Ele deveria desistir. Fui lesado e quero que a punição dele seja aumentada ainda mais", disse Luiz Estevão.

O pivô do descontentamento do Brasiliense se isolou hoje. Carlos Eugênio Simon, árbitro gaúcho, não quis dar entrevistas e não respondeu aos chamados deixados pela reportagem.

A única declaração do juiz sobre a sua atuação foi dada logo após o jogo de ontem, quando não assinalou uma falta na jogada que originou o segundo gol corintiano e não marcou um pênalti contra o time da casa, ainda nos vestiários do estádio do Morumbi.

"Não trabalho assistindo os lances pela TV. Apito o jogo dentro de campo e não errei", disse ele.

Os dirigentes do Corinthians não quiseram comentar o afastamento do juiz, mas foram irônicos em relação à postura do presidente do Brasiliense.

"O clube não se envolve com arbitragem nunca. Nem quando é prejudicado, como tem sido nos últimos jogos do São Paulo. Não conhecemos nenhum juiz e não ficamos pressionando para sermos beneficiados depois", disse Antonio Roque Citadini, vice de futebol do Corinthians.

Mas Luiz Estevão não viu a sua posição como algo intimidatório. O dirigente do Brasiliense esteve na sede da CBF hoje, mas não foi recebido por Armando Marques, presidente da Comissão de Arbitragem, como pretendia.

Virgílio Elíseo da Costa, diretor do departamento técnico da CBF, recebeu Luiz Estevão e teve a missão de acalmar o ex-senador, que estava bastante nervoso. Gesticulava muito e pedia providências contra o "roubo" de que havia sido vítima no Morumbi.

"Ele roubou e tem que ser punido. De juiz eu espero esquecer o nome assim que acaba um jogo de futebol, mas com ele foi diferente. Não dá para esquecer. Ele prejudicou o Brasiliense. O mundo sabe disso. Só vou fazer o que é justo porque ele foi desonesto", reclamou Luiz Estevão.

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