Com poucos títulos paulistas, elenco do Palmeiras busca batismo em SP
RENAN CACIOLI
TONI ASSIS
da Folha de S.Paulo
Copa do Mundo, Brasileiro, Libertadores e até Campeonato Búlgaro. O currículo do elenco palmeirense, que decide o Estadual de São Paulo contra a Ponte Preta, neste domingo, é, além de premiado, diversificado. Apenas quatro jogadores, no entanto, já venceram o Paulista.
Dos que irão a campo contra a Ponte Preta, somente o goleiro Marcos e o volante Pierre sabem o que é ser o melhor de São Paulo. Para os demais, o Parque Antarctica, mais do que abrigar a quebra de um jejum de 12 anos, poderá ser palco de um batismo coletivo.
Quem faria companhia à dupla na lista de campeões paulistas não poderá jogar, caso do lesionado Léo Lima, ou começará no banco, como Denílson. O volante ergueu a taça em 2006, com o Santos. O ex-são-paulino fez o mesmo em 1998.
"Já ganhei Copa do Mundo e Libertadores, e o Paulista vai ter a mesma importância para mim", declarou Marcos, terceiro goleiro nos títulos de 1993 e 1994 e reserva em 1996.
Algumas curiosidades contribuem para que o time tenha poucos campeões paulistas.
O zagueiro Dininho, por exemplo, defendeu o São Caetano de 1998 a 2004. Justamente no ano em que deixou o clube, a equipe do ABC sagrou-se campeã estadual.
O volante Pierre ganhou em 2002 com o Ituano. O torneio, no entanto, não contava com Corinthians, Palmeiras e São Paulo. No Supercampeonato, quando formou-se o quadrangular com os grandes, seu time perdeu a final para o São Paulo.
Por outro lado, seis jogadores do Palmeiras já se saíram vitoriosos em outros Estados. O lateral-direito Élder Granja foi bicampeão gaúcho (2003/ 04) pelo Internacional. O meia Diego Souza, que conquistou o mesmo torneio pelo Grêmio, no ano passado, também já faturou o Estadual do Rio com o Fluminense (2005).
O lateral-esquerdo Leandro venceu na Bahia (em 2000, pelo Vitória) e em Minas (com o Cruzeiro, em 2003). O zagueiro Gustavo foi campeão com o Paraná (2006) --ainda ganhou um título búlgaro pelo Levski Sofia (2002).
Martinez foi tricampeão mineiro com o Cruzeiro (2003, 2004 e 2006) --título que o atacante Alex Mineiro ganhou em 1997. No Atlético-PR, Alex faturou o Estadual de 2001.
"O Paulista é o Estadual mais difícil do Brasil. Não sei se terei outra chance e quero muito esse título", falou o camisa 9.
A carência de títulos paulistas do elenco palmeirense é compensada pela ficha de seu treinador. Luxemburgo poderá conquistar a oitava taça do Paulista e igualar-se a Lula, técnico que dirigiu o vitorioso Santos da década de 60.
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