Esporte
06/05/2008 - 08h06

Base da natação de Atenas envelhece e sonha com medalhas na China

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RAFAEL REIS
da Folha Online

Se a juventude e a pouca bagagem da nova geração brasileira foram apontadas como motivos principais de a natação do país ter deixado os Jogos de Atenas, há quatro anos, sem medalha, a desculpa não poderá ser novamente utilizada se faltarem pódios na Olimpíada de Pequim, em agosto.

Dos 11 atletas brasileiros com índice para o torneio chinês, seis estiveram na Grécia, em 2004. A veterana Fabíola Molina, 32, não foi a Atenas, mas competiu nos Jogos de Sydney-2000.

Veja vídeo com entrevista de nadadores brasileiros

Até mesmo os novatos não são tão novatos assim. César Cielo Filho, Henrique Barbosa e Nicholas Santos estiveram no Mundial de Desportos Aquáticos do ano passado, em Melbourne, e no Pan do Rio.

O único atleta com pouca experiência internacional já confirmado é Guilherme Guido, 21, que irá competir nos 100 m costas em Pequim. O atleta paulista, que alcançou o índice no Campeonato Sul-Americano, em março, aposta justamente na bagagem dos companheiros por um bom desempenho brasileiro na natação olímpica.

"A gente tem mais chance de pegar finais e ganhar medalhas do que nos últimos anos, quando ficamos um pouco fora das finais. A nossa qualidade melhorou bastante", disse.

Lucas Salatta, que competiu em Atenas com 17 anos, vai para sua segunda Olimpíada e também defende que a participação do país na China será superior ao desempenho obtido na Grécia.

"Eu acho que a evolução foi vista no Pan, quando tivemos o melhor resultado da história da nossa natação. Acho que na Olimpíada vamos ter um bom desempenho, melhor do que o dos últimos anos. E isso significa medalhas", afirmou.

Em Atenas, foram cinco finais: Flávia Delaroli, Joanna Maranhão, Thiago Pereira e Gabriel Mangabeira, todos então estreantes, além do revezamento 4 x 200 m livre feminino, mas nenhuma medalha, o que não acontecia desde 1988. Os melhores resultados foram obtidos por Joanna (quinta nos 400 m medley) e Thiago (quinto nos 200 m medley).

"Levamos uma geração renovada para 2004. Essa postura foi muito elogiada no início, mas depois foi muito criticada porque não trouxemos medalhas. Demos seqüência a esse trabalho e hoje falamos em dois ou três brasileiros em condições de brigar por medalha. Eu acredito que a gente vai trazer medalha dessa Olimpíada", justificou Alberto Silva, o Albertinho, técnico da seleção brasileira.

 

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