Muricy diz que São Paulo não precisava de mala-preta na Libertadores
da Folha Online
O treinador do São Paulo, Muricy Ramalho, disse nesta quarta-feira que o clube do Morumbi não tinha necessidade de dar incentivo financeiro, conhecido como mala-preta, para os jogadores do Sportivo Luqueño-PAR vencerem o Audax Italiano, do Chile, pelo Grupo 7 da Taça Libertadores, em 23 de abril.
O presidente do clube paraguaio, Fernando Ramón González, declarou que o elenco recebeu dinheiro do São Paulo. Mesmo eliminado, o Luqueño goleou o Audax por 4 a 1, em Luque. Essa vitória favoreceu o São Paulo que, no mesmo dia, venceu o Atlético Nacional, da Colômbia, por 1 a 0, e assegurou a vaga nas oitavas-de-final por suas próprias forças.
"A gente tinha tanta condição de ganhar do Nacional, não tinha porque dar dinheiro para o Luqueño. A gente não estava precisando disso", falou Muricy à rádio Jovem Pan, sem negar categoricamente que tenha havido a mala preta.
O técnico são-paulino também explicou o motivo de sua ausência na festa de encerramento do Campeonato Paulista-2008, realizada na segunda-feira pela FPF (Federação Paulista de Futebol. De acordo com o treinador, ele não foi convidado para a solenidade.
"Eu só vou em festas quando me convidam, não vou de bico. E não sei se os jogadores foram convidados. Se eles fossem convidados, eu teria de saber porque eles estavam concentrados. Eu não fui avisado de nada", alegou Muricy.
O São Paulo enfrenta hoje o Nacional-URU, às 21h50, no estádio do Morumbi, precisando de uma vitória para se classificar para as quartas-de-final da Libertadores. Uma nova igualdade por 0 a 0, resultado do jogo de ida, leva o confronto para os pênaltis. Empate com gols classifica os uruguaios.
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