21/05/2002
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08h02
da Folha Online
Um estudo do médico e professor Moisés Cohen, chefe do Setor de Traumatologia do Esporte da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), e de seus colaboradores aponta que as contusões de joelho no futebol são mais frequentes em jogadores de meio-campo e ataque (66,1% dos casos), em traumas sem contato físico (69,8%).
"A diferença é que esses atletas realizam mais movimentos de rotação, principalmente aqueles que jogam de costas para o adversário ou quando fazem a função de pivô. Além disso, costumam sofrer mais faltas e pancadas", afirma Cohen.
Nos defensores, são mais comuns os problemas musculares, principalmente na coxa. "Eles costumam ser atletas de força, geralmente com a musculatura dos membros inferiores bem desenvolvida, como o Roberto Carlos. Podemos observar isso na hora de uma cobrança de falta. O defensor tem chute forte, o atacante cobra colocado."
As fraturas e luxações são as lesões que afastam os jogadores por um período mais prolongado (67,3% de sete a 30 dias, sendo 28,8% acima de um mês).
A pesquisa mostra também que os times que realizam mais jogos e disputam mais campeonatos sofrem mais com as lesões, demonstrando que a maior exposição e o menor tempo de recuperação física são determinantes nesse processo.
Os fatores extrínsecos, como a sobrecarga de exercícios, o número excessivo de jogos, os campos e equipamentos (chuteiras, roupas e acessórios) inadequados, além das jogadas violentas, também são responsáveis por boa parte da ida dos atletas ao "estaleiro".
"É consenso internacional que o chamado futebol arte vem dando lugar ao futebol força, baseado na forte marcação, no preparo físico e nas estratégias de marcação agressivas", diz Cohen.
Segundo outro estudo de Cohen, a seleção brasileira tetracampeã mundial em 1994 apresentou 50 lesões (46 dos membros inferiores), sendo 46% de lesões musculares, 36% de traumas, 14% de tendinites e 4% de entorses. Os jogadores mais jovens apresentaram menor número de lesões, principalmente os atacantes.
Um levantamento realizado durante um mês _28 treinos e 5 partidas oficiais_ com os 21 atletas da seleção brasileira pré-olímpica, em 1996, observou 41 lesões leves (média de 1,3 ao dia), com tempo de retorno máximo de cinco dias.
Clique aqui para conhecer os biotipos dos jogadores de futebol que atuam nas diferentes posições.
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Meias e atacantes são mais suscetíveis à lesões
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Meias e atacantes são os mais sucetíveis a lesões de joelho
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SILVIO NAVARROda Folha Online
Um estudo do médico e professor Moisés Cohen, chefe do Setor de Traumatologia do Esporte da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), e de seus colaboradores aponta que as contusões de joelho no futebol são mais frequentes em jogadores de meio-campo e ataque (66,1% dos casos), em traumas sem contato físico (69,8%).
"A diferença é que esses atletas realizam mais movimentos de rotação, principalmente aqueles que jogam de costas para o adversário ou quando fazem a função de pivô. Além disso, costumam sofrer mais faltas e pancadas", afirma Cohen.
Nos defensores, são mais comuns os problemas musculares, principalmente na coxa. "Eles costumam ser atletas de força, geralmente com a musculatura dos membros inferiores bem desenvolvida, como o Roberto Carlos. Podemos observar isso na hora de uma cobrança de falta. O defensor tem chute forte, o atacante cobra colocado."
As fraturas e luxações são as lesões que afastam os jogadores por um período mais prolongado (67,3% de sete a 30 dias, sendo 28,8% acima de um mês).
A pesquisa mostra também que os times que realizam mais jogos e disputam mais campeonatos sofrem mais com as lesões, demonstrando que a maior exposição e o menor tempo de recuperação física são determinantes nesse processo.
Os fatores extrínsecos, como a sobrecarga de exercícios, o número excessivo de jogos, os campos e equipamentos (chuteiras, roupas e acessórios) inadequados, além das jogadas violentas, também são responsáveis por boa parte da ida dos atletas ao "estaleiro".
"É consenso internacional que o chamado futebol arte vem dando lugar ao futebol força, baseado na forte marcação, no preparo físico e nas estratégias de marcação agressivas", diz Cohen.
Segundo outro estudo de Cohen, a seleção brasileira tetracampeã mundial em 1994 apresentou 50 lesões (46 dos membros inferiores), sendo 46% de lesões musculares, 36% de traumas, 14% de tendinites e 4% de entorses. Os jogadores mais jovens apresentaram menor número de lesões, principalmente os atacantes.
Um levantamento realizado durante um mês _28 treinos e 5 partidas oficiais_ com os 21 atletas da seleção brasileira pré-olímpica, em 1996, observou 41 lesões leves (média de 1,3 ao dia), com tempo de retorno máximo de cinco dias.
Clique aqui para conhecer os biotipos dos jogadores de futebol que atuam nas diferentes posições.
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