Com maior produção ofensiva, defesa corintiana sente impacto
PAULO GALDIERI
LUÍS FERRARI
da Folha de S.Paulo
FABIO TURA
da Folhapress
Defesa firme com ataque razoável ou ataque eficiente com defesa mais frágil.
Na atual temporada, o Corinthians de Mano Menezes, semifinalista da Copa do Brasil, experimenta o movimento que lembra uma gangorra.
No início do ano, o treinador gaúcho não escondeu que sua estratégia era armar o time a partir do setor defensivo: a prioridade inicial era não levar gols. Com o passar do tempo --e com o aumento da cobrança sobre jogadores como Acosta--, o time passou a se soltar mais, incrementando consideravelmente seu poder ofensivo.
No início do Campeonato Paulista, a retaguarda alvinegra passou incólume por ataques como o são-paulino, do badalado atacante Adriano.
Nos últimos três jogos, levou quatro gols. Incluindo dois (dentro do Pacaembu) do modesto CRB, time alagoano que de badalado não tem nada.
"No início, foi importante a prioridade na defesa, para dar mais segurança e confiança ao elenco", avalia o zagueiro Chicão. "Com o tempo, isso [tal necessidade] passou."
Ele minimiza o tento sofrido terça-feira contra o São Caetano nos minutos finais. Alega que, a exemplo do segundo gol do CRB, o Corinthians foi vazado quando o resultado estava praticamente assegurado.
Por outro lado, o defensor (que deixou seus gols nas últimas duas apresentações corintianas) destaca a mudança na forma de o Corinthians jogar, após a derrota por 3 a 1 para o Goiás pela Copa do Brasil. E conta que isso foi decidido em um pacto entre os atletas.
"Sabíamos que tínhamos de dar mais em campo, mudar a nossa atitude nas partidas, precisávamos incentivar mais uns aos outros", afirmou ele. Sobre a forma de jogar, citou o posicionamento de Herrera mais avançado, com Dentinho mais aberto pelas laterais.
Se o atleta minimiza o movimento de gangorra, o técnico vê motivo para atenção.
"Não adianta ter força ofensiva se toda vez que a bola cai no seu sistema defensivo você leva um susto", disse Mano em Ribeirão Preto, após o jogo.
Ele destacou o fato de o meia-atacante Acosta ter voltado a marcar --ele entrou durante a partida contra o São Caetano e fez o terceiro gol.
Mas minimizou a euforia após a classificação à semifinal da Copa do Brasil pela primeira vez desde 2002.
"Futebol é tudo muito rápido. Hoje nós temos quatro vitórias consecutivas, mas, na hora em que relaxarmos um pouco, não conseguiremos vencer. É um time de superação", finalizou o treinador.
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