Esporte
27/05/2008 - 08h07

Com pouca tradição no adestramento, Brasil vai a Pequim "às escuras"

Publicidade

RAFAEL REIS
da Folha Online

Longe das principais forças da modalidade e com pouca tradição no hipismo de adestramento, o Brasil vai aos Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto, sem saber ao certo o que esperar.

O cavaleiro Rogério Clementino, primeiro atleta do país a alcançar o índice e se classificar par a Olimpíada, confirmou que não sabe muito sobre os maiores adversários e que disse desconhecer suas reais chances em Hong Kong, sede do hipismo.

Veja vídeo com entrevista de Rogério Clementino

"Eu não conheço bem o nível do pessoal. Sei que eles estão fazendo um percentual muito alto, mas estou tentando melhorar o meu. A posição que a gente vai ficar é conseqüência do nosso trabalho", afirmou o atleta.

A classificação para o adestramento olímpico foi conquistada com o bronze obtido pelo país na competição por times do Pan-Americano do ano passado. O resultado deu ao Brasil o primeiro pódio na modalidade em 24 anos e a possibilidade de enviar até três cavaleiros aos Jogos.

"Tínhamos a equipe mais jovem do Pan-Americano e conseguimos quebrar esse tabu. Dentro das nossas possibilidades, demos o nosso melhor. Se não fôssemos uma equipe bem treinada, com todo mundo tendo o mesmo foco, não teríamos conseguido essa medalha", disse Clementino.

Para se classificar para a Olimpíada, um cavaleiro precisa obter pelo menos 64% de desempenho em duas competições diferentes. Além de Clementino, apenas a amazona novata Luiza Almeida, 16, já conseguiu a marca.

Luiza, 16, que também esteve na campanha brasileira no Pan do ano passado, será a mais jovem atleta do país a disputar os Jogos no hipismo. O recorde pertence a Rodrigo Pessoa, dos saltos, que competiu em Barcelona-1992 com 19 anos.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca