TJD julga nesta segunda-feira caso do gás no Parque Antarctica
da Folha de S.Paulo
O caso do gás tóxico no vestiário do Parque Antarctica que abrigava o São Paulo no segundo jogo da semifinal do Campeonato Paulista, realizado no dia 20 de abril, deve ter um desfecho nesta segunda-feira.
A partir das 17h, uma sessão no Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo está marcada para julgar o caso.
Isso deveria ter acontecido na última segunda-feira, mas foi adiado porque os laudos conclusivos da polícia não tinham sido enviados pela delegacia responsável pelas investigações.
O Palmeiras foi denunciado no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD): "Deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto". A pena é de multa de até R$ 200 mil e perda de mando de campo de um a dez jogos.
Se for punido com perda de mando, o clube só vai cumprir a pena no Paulista do ano que vem. Na próxima rodada do Brasileiro, o Palmeiras volta a atuar em São Paulo, mas o palco do jogo contra o Atlético-PR será o Parque Antarctica. Para a partida, a diretoria prometeu reduzir o preço dos ingressos --as arquibancadas voltam a custar R$ 30.
No confronto com o Internacional houve protesto dos torcedores, e o público pagante foi de pouco mais de dez mil palmeirenses.
O episódio causou mal-estar entre diretores do Palmeiras. Ebem Gualtieri, vice-presidente e quem autorizou o aumento dos bilhetes para R$ 40, foi criticado pelo diretor financeiro do clube, Salvado Hugo Palaia.
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