Esporte
27/05/2008 - 13h31

Palmeiras reclama de punição por gás, mas isenta São Paulo

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da Folha Online

Apesar de reclamar da punição de perda de mando de dois jogos por causa do gás jogado no vestiário do Parque Antarctica no jogo contra o São Paulo, no dia 20 de abril, pelo Campeonato Paulista, o diretor de futebol do Palmeiras Sáverio Orlandi isentou o clube do Morumbi pelo episódio.

O incidente causou, na época, uma troca de acusações entre os dois clubes sobre a origem do gás. Segundo Orlandi, o laudo policial sobre o episódio, considerado "inconclusivo", aponta que o Palmeiras não é o culpado pelo lançamento do gás.

"Se por um lado o laudo é inconclusivo, ele deixa claro que o Palmeiras não é o culpado porque prova que o gás não veio de fora do vestiário", alegou o dirigente à rádio Jovem Pan.

"O tribunal não agiu com o acerto costumeiro", acrescentou Orlandi, que disse que o clube analisará se vai recorrer da punição, que vale para o Campeonato Paulista de 2009. O Palmeiras também foi multado em R$ 10 mil.

Mesmo alegando a inocência do clube do Parque Antarctica, Orlandi disse que o clube "em nenhum momento" afirmou que foi o São Paulo que jogou o gás em seu próprio vestiário. "O Palmeiras não acredita em uma atitude dolosa do São Paulo", falou.

Já o advogado do clube do Morumbi Roberto Armelin disse que o São Paulo "não aceita nenhuma sugestão de que isso [o gás] possa ter vindo de alguém da diretoria ou do clube".

"Temos mais de 70 anos de tradição, idoneidade, serenidade e moral. Isto esteve lá e não saiu do São Paulo", declarou.

"Não precisa de laudo. Para mim, tá muito certo o que aconteceu, o gás veio de fora", disse Armelin, que alegou que o laudo aponta ser "improvável" que o gás tenha sido lançado de fora do vestiário, e não "impossível".

 

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