Esporte
26/06/2008 - 08h47

Delaroli fala em evolução na natação feminina, mas vê medalha improvável

RAFAEL REIS
da Folha Online

Finalista dos 50 m livre nos Jogos de Atenas, há quatro anos, a velocista Flávia Delaroli diz acreditar que ainda não será em Pequim que a equipe brasileira feminina de natação conquistará a sua primeira medalha olímpica.

Até hoje, os melhores resultados obtido por mulheres brasileiras na modalidade foram as quintas colocações de Piedade Coutinho, nos 400 m livre em Berlim-1936, e Joanna Maranhão, nos 400 m medley erm Atenas-2004.

"Não estamos tão próximas de uma medalha nessa Olimpíada, mas isso não quer dizer que não possa acontecer. Estamos em um caminho muito certo", disse Flávia, ressaltando a evolução da natação feminina do país.

"Estamos em uma crescente constante há oito anos. A gente chega agora com cinco meninas com índice individual, o que ninguém imaginava que podia acontecer, e com o revezamento medley participando [ainda precisa da confirmação]."

Ouça entrevista com Flávia Delaroli.

Flávia Delaroli

Segundo Flávia, o crescimento da natação feminina ainda não pode ser bem percebido porque não inclui medalhas ou atletas bem ranqueados, como são Thiago Pereira e César Cielo. Ela avalia, no entanto, que a situação pode mudar em Londres-2012, quando o time teria condições de buscar uma medalha.

"O número de passos atrás da masculina já está menos e acredito que se não estivermos iguais estaremos muito próximos em uma próxima Olimpíada, quando poderemos talvez trazer medalhas masculinas e femininas", disse.

Indo para a sua segunda Olimpíada, a velocista afirmou que só tem chances chegar novamente à decisão dos 50 m livre se conseguir baixar o seu melhor tempo (25s17), obtido justamente nos Jogos de Atenas.

"Eu quero melhorar a minha marca e gostaria muito de chegar a mais uma final. Mas para isso, tenho que baixar a minha marca. Nadar para 24s me colocaria na final", concluiu.

 

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