Montevidéu teve comemoração pelo título em amistoso do Flu
ALEC DUARTE
da Folha de S.Paulo, enviado a Montevidéu
A relação entre Uruguai e Brasil na Copa de 1958 não termina na incrível história do contador Lorenzo J. Vilizio, o homem que distribuiu os números das camisas da seleção.
Outro detalhe saboroso da união dos dois países em torno da inédita conquista foi testemunhado pelo estádio Centenário em 29 de junho, onde horas depois da final da Copa do Mundo jogaram, amistosamente, Peñarol e Fluminense.
O confronto se transformou num grande tributo ao futebol brasileiro. Começou com a execução do Hino Nacional e com o hasteamento da bandeira do país na imponente torre olímpica do mitológico estádio.
Sob gritos de "Brasil", a torcida uruguaia aplaudiu os jogadores da equipe carioca --que tinha em Telê Santana uma de suas maiores estrelas.
No final do jogo, vencido pelo Fluminense por 3 a 2, jogadores das duas equipes desfilaram levando bandeiras do Brasil.
Em Curitiba, integrantes da comunidade uruguaia também saíram pelas ruas da cidade com faixas alusivas ao título.
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