Cambistas faturam com jogo decisivo da Taça Libertadores
SÉRGIO RANGEL
da Folha de S.Paulo, no Rio
Os cambistas estão faturando alto com a torcida do Fluminense. Ontem, eles vendiam ingressos para as arquibancadas brancas com 300% de ágio nos arredores do Maracanã. Uma cadeira no setor, que custa R$ 50, era oferecida por R$ 200.
Um cambista, que não quis se identificar, disse que já tinha vendido 15 bilhetes até o início da tarde.
Os ingressos para a decisão da Libertadores foram negociados em apenas um dia. A venda dos bilhetes provocou confusão nas proximidades do Maracanã e das Laranjeiras. Milhares de torcedores não conseguiram comprar. A diretoria do Fluminense chegou a pedir desculpas aos torcedores pelo problema.
Há quase duas semanas, a Polícia Civil do Paraná prendeu cinco suspeitos de integrar uma quadrilha que clonava ingressos de partidas do Fluminense na Libertadores. Foram efetuadas três prisões em Curitiba e duas no Rio no fim de semana.
Ontem, quatro cambistas foram presos próximos ao Maracanã com 167 ingressos da partida --a maioria, para arquibancadas brancas, situada na área central do estádio.
LDU
Mesmo com a vantagem dos equatorianos de poder até perder hoje, o técnico da LDU, Edgardo Bauza, disse que o time não poderá ficar apenas na retranca para conquistar a Libertadores.
"Confio que a equipe irá fazer uma boa partida. Precisamos manter a posse de bola, e isso é da personalidade dos jogadores, se não conseguirmos fazer isso passaremos mal. O Fluminense certamente vai atacar com muita gente e tentaremos não ficar muito atrás. Tenho definido na cabeça o que fazer para jogarmos uma boa partida, mas durante o jogo tudo pode ser diferente", disse o argentino Bauza.
O capitão da LDU, Patrício Urrutia, disse que o título eternizará todo o time equatoriano. "Seria lindo conquistar esta Taça Libertadores. É um momento histórico para o país e para o jogador. Quem vencer não irá morrer nunca. Serão anos e anos recordando a equipe que saiu campeã", afirmou.
A LDU ganhou apoio de torcedores do Flamengo desde segunda, quando fez o primeiro treino no Rio. Bandeiras e camisas do clube equatoriano estão sendo vendidas por ambulantes. Uma camisa pirata custava ontem R$ 30. Já a bandeira, R$ 10.
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