Homens de área viram dominantes na seleção olímpica de futebol
PAULO COBOS
da Folha de S.Paulo, em Cingapura
Na seleção olímpica de Dunga, que inicia nesta quinta-feira em Cingapura sua preparação para a Olimpíada de Pequim, o que não falta é centroavante.
O treinador repete no time sub-23 a mesma procura por um homem-gol da equipe principal. Entre os 18 convocados, nada menos do que três são centroavantes --Rafael Sobis, Alexandre Pato e Jô.
Com o corte de Robinho, nenhum convocado tem a função de segundo atacante, que joga mais pelos flancos. Sobis e Pato já atuaram pelos lados do campo, mas também jogam dentro da área em suas equipes.
O time também tem só três jogadores para as duas laterais e o mesmo número para as duas posições da zaga.
Para tentar equilibrar sua seleção, Dunga optou por intensificar os treinamentos --no time principal ele vem fazendo o contrário, diminuindo a carga de trabalho.
Ao contrário da programação inicial, o primeiro dia de trabalho em Cingapura será em dois períodos, no estádio Nacional, assim como acontece na sexta e no sábado. O primeiro jogo do Brasil na sua excursão pela Ásia acontece na segunda-feira, contra a inexpressiva seleção de Cingapura.
No dia 1º, o último amistoso antes da estréia nos Jogos será contra o Vietnã, em Hanói.
Ontem, o time foi recepcionado no aeroporto de Cingapura por um bom número de torcedores, vários deles usando a camisa da seleção. Mas, com exceção de Ronaldinho, praticamente ninguém foi reconhecido pelos fãs locais.
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