"Vou voltar a estudar, senão meu pai vai me dar porrada", diz judoca Schlittler
da Folha Online
Depois da eliminação nos Jogos Olímpicos de Pequim, na sexta-feira, o judoca brasileiro João Gabriel Schlittler, categoria acima de 100 kg, brincou e disse que precisa a voltar a estudar --faz faculdade de economia no Rio de Janeiro-- se não levará uma repreensão de seu pai.
"Vou voltar a estudar, senão meu pai vai me dar porrada", disse o lutador, que terminou os Jogos no sétimo lugar, posição que rendeu insatisfação.
"Não há dor maior do que sair com a sensação de que podia ter feito um pouco mais. Para mim, o sétimo lugar não é o suficiente. Vou buscar outro ciclo olímpico para tentar outra chance. Tenho só um ano e meio de seleção e minha preparação foi um pouco corrida. Vou me planejar mais daqui para a frente", continuou.
Schlittler estreou vencendo o ucraniano Yevgen Sotnikov por dois yukos. Em seguida, bateu Martin Padar, da Estônia, por um yuko, e chegou às quartas-de-final. Depois, perdeu para o cubano Oscar Brayson.
Já sem chances de brigar pelo ouro, João Gabriel venceu a primeira luta da repescagem contra Rudy Hachache, do Líbano. Na seqüência, caiu diante do francês Teddy Riner e foi eliminado.
Com as três medalhas conquistadas, o judô é agora o esporte que mais contribuiu com o Brasil na classificação olímpica na história: são 15 medalhas, uma a mais do que o iatismo (14).
Em Pequim, Leandro Guilheiro (até 73 kg) e Tiago Camilo (até 81 kg) conquistaram o bronze, assim como Ketleyn Quadros (até 57 kg), que se transformou na primeira medalhista olímpica brasileira em competição individual.
Com a Reuters

