Comitê grego diz que velocista "humilhou" o país e deveria ficar em casa
da Folha Online
da Efe
O presidente do Comitê Olímpico da Grécia, Minos Kyriakou, criticou a velocista Fani Halkia, ouro nos 400 metros com barreiras em 2004 em Atenas, por dar positivo em um teste antidoping antes dos Jogos de Pequim.
A atleta abandonou a Vila Olímpica no último sábado, logo depois que tomou conhecimento do resultado do teste.
"A senhora Halkia deveria ter ficado em sua casa. Humilhou nosso país", afirmou Kyriakou neste domingo.
O dirigente declarou também que aumentarão os testes para os atletas gregos e acrescentou que a amostra de Halkia foi testada quatro vezes. "Não é possível que haja um erro. Sempre se justificam com as mesmas desculpas", finalizou.
Ontem, Halkia afirmou estar "comovida" e disse que não ter entendido o que aconteceu.
"Sempre tenho cuidado com o que tomo" declarou a atleta grega, que negou que tenha tomado alguma substância proibida e falou em "calúnias".
"Durante os últimos anos, fizeram em mim mais exames que em qualquer outro atleta do mundo, seja homem ou mulher. Não poderia ter consumido substâncias proibidas. Os dados, a Agência Mundial Antidopagem e o fato de eu ter passado em todos os exames do mundo confirmam isso, e não eu", declarou Halkia.
Ela afirmou que, nos dois últimos anos, se submeteu a 29 exames antidoping.
Halkia anunciou que coloca à disposição dos órgãos de controle de doping todos os seus suplementos alimentares para que sejam analisados. Ela também esclareceu que não abandonará o atletismo e que continuará competindo.
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