Esporte
19/08/2008 - 06h14

Organização pede desculpas por sumiço de vara de atleta brasileira

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da Folha Online

Um dia após uma das varas da brasileira Fabiana Murer ter sumido na final do salto com vara dos Jogos Olímpicos de Pequim, o Bogoc (Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos) pediu desculpas pelo episódio por meio de uma carta encaminhada ao chefe da equipe de atletismo do Brasil, Martinho Nobre.

Na carta, o Bogoc informa que o problema foi "involuntário", mas sem dar muitos detalhes. "Eles enviaram a carta como uma satisfação depois que registramos a apelação junto à Federação Internacional de Atletismo", afirmou o chefe da equipe brasileira referindo-se, ao pedido de anulação da prova feito pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro).

Caio Guatelli/Folha Imagem
Fabiana se desespera com sumiço da vara, que atrapalhou sua performance em Pequim
Fabiana se desespera com sumiço da vara, que atrapalhou sua final

O pedido brasileiro foi rejeitado pela Iaaf (Federação Internacional de Atletismo), que considerou que Fabiana validou sua participação ao tentar saltar 4,65 m, depois que todo o problema já tinha acontecido. A prova foi vencida pela russa Ielena Isinbaieva, que conquistou o bicampeonato olímpico com novo recorde mundial, 5,05 m.

Confusão

A confusão começou quando Fabiana Murer não achou sua vara para partir para seu segundo salto, em 4,55 m. Ela já tinha feito o primeiro, com 4,45 m. A brasileira reclamou com a organização --chegou a ficar parada na frente da chinesa Shuying Gao para impedir o salto da adversária-- e fez com que a prova fosse paralisada por alguns minutos.

Sem solução, a saltadora optou por não tentar saltar 4,55 m, voltando à competição apenas na altura de 4,65 m, mas não conseguiu passar o sarrafo e foi eliminada da disputa.

Normalmente, as atletas neste tipo de competição utilizam varas de densidades diferentes de acordo com a altura que desejam atingir. Quanto mais alto precisam chegar, mais dura deve ser a vara.

"Eu acho que eu tinha condições [de brigar por medalhas]. Eu tinha dez varas. Na hora que fui [para o segundo salto], vi que tinha nove. Achei que tinha contado errado. Mas na hora que eu precisei da vara ela não estava lá. Eu tentei achar a vara, mas simplesmente ela não estava lá", reclamou a atleta, que é dona da terceira melhor marca do ano, com 4,80 m.

"Só sei que eles atrapalharam minha competição. Eu não tinha mais o que fazer. Foram procurar e não encontraram. [A vara] não estava lá, então eu tive que adaptar, mas não deu certo", declarou a atleta.

 

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