Para técnico, estratégia tirou medalha de brasileiras na maratona aquática
da Folha Online
O técnico da nadadora brasileira Ana Marcela Cunha, Márcio Latuf, admitiu nesta quarta-feira que um erro de estratégia tirou as chances de sua pupila e de Poliana Okimoto brigarem por uma medalha na prova de maratona aquática dos Jogos Olímpicos de Pequim.
| Toby Melville/Reuters |
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| Ana Marcela Cunha (frente) nada ao lado de sua compatriota Poliana Okimoto na primeira edição olímpica da maratona aquática. |
A dez minutos do final do percurso de 10 km, as brasileiras estavam brigando pelas primeiras colocações, mas acabaram perdendo espaço e chegaram na quinta (Ana Marcela) e sétima (Poliana) posições.
"Elas decidiram desviar das britânicas e acabaram perdendo força. Se elas tivessem adotado a mesma tática da russa, que ficou no vácuo e só deu o sprint nos 400 m finais, pelo menos uma delas teria ganho uma medalha", disse o treinador.
A russa Larisa Ilchenko ficou com a medalha de ouro ao completar o trajeto em 1h59m27. As britânicas Keri-Anne Payne (1h59min29) e Cassandra Patten (1h59min31) completaram o pódio.
Os Jogos Olímpicos de Pequim são os primeiros das maratonas aquáticas. Na noite desta quarta-feira (horário brasileiro), será a disputada a versão masculina da prova. Allan do Carmo representará o país.


