Artista norte-americano é detido por preparar ato pró-Tibete em Pequim
da Folha Online
O artista norte-americano James Powderly foi detido em Pequim quando planejava realizar uma apresentação pró-Tibete durante os Jogos Olímpicos, divulgou a organização "Estudantes pelo Tibete Livre" nesta quarta-feira. Cinco blogueiros norte-americanos, auto-intitulados "cidadãos-jornalistas", também foram detidos na capital chinesa porque estavam pedindo a libertação do Tibete.
Powderly usaria um raio laser para projetar três mensagens em locais diferentes de Pequim para reclamar das restrições de liberdade de expressão e a repressão do regime chinês no Tibete.
O artista, co-fundador do grupo Graffiti Research Lab, foi detido na noite de terça-feira e seu paradeiro é desconhecido, segundo um comunicado da organização.
Nathan Dorjee, um dos participantes do grupo, disse ter recebido uma mensagem de texto do celular do próprio Powderly confirmando a prisão.
Os ativistas da "Estudantes pelo Tibete Livre" realizaram seis protestos pacíficos nas últimas duas semanas. A Olimpíada de Pequim não chegou a ver as manifestações que as autoridades temiam. Vários manifestantes advogando pela independência do Tibete ainda conseguiram furar a segurança, como no caso em que uma faixa com "Tibete Livre" foi pendurada em um poste do lado de fora da sede da TV estatal.
Os participantes eram estrangeiros e foram expulsos do país asiático. O governo chinês se comprometeu a respeitar os direitos humanos e a liberdade de imprensa e expressão durante os Jogos
"Em relação a estrangeiros fazendo manifestações em Pequim, em apoio à independência do Tibete, as autoridades competentes têm o direito de dirigi-las de acordo com a lei', disse o porta-voz do Ministério para Assuntos Estrangeiros, Qin Gang.
"Também quero enfatizar que na China esse tipo de apoio ao Tibete será fortemente condenado pelo povo chinês e não será bem-vindo."
O "Comitê de Proteção a Jornalistas" disse que a China bloqueou mais de 50 sites com notícias ou apoio a grupos pró-Tibete, incluindo o seu próprio (www.cpj.org), antes de os Jogos começarem.
A "Direitos Humanos na China", baseada em Nova York, disse que 24 pessoas, críticos ao Partido Comunista e seus familiares, foram detidos ou colocados sob vigilância antes dos Jogos.
Com agências internacionais
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