Creme de massagem causou doping de Chupa Chup que eliminou brasileiro
da Folha Online
da Efe
O chefe da equipe brasileira de hipismo nos Jogos Olímpicos de Pequim, Marcello Artiaga, defendeu o cavaleiro Bernardo Alves e explicou o caso de doping envolvendo o cavalo Chupa Chup, que tirou o conjunto da final individual do salto, realizada na quinta-feira, em Hong Kong.
Segundo Artiaga, o cavalo recebe massagens regularmente com um creme que contém a substância capsaicin --considerada dopante por suas propriedades analgésicas.
"Ele [Chupa Chup] usa quase todos os dias e nunca teve nenhum problema. Dizem que a substância é proibida pela federação, mas todos utilizavam e nunca houve um caso positivo até agora", comentou Artiaga.
Artiaga disse que Bernardo fez sua defesa alegando que este não é um caso de doping, mas de medicação com substância proibida.
"A FEI aceitou [a utilização do creme como] medicação proibida. Em caso de uma eventual penalização, ela será mais leve que no caso de doping", ressaltou.
O chefe da equipe brasileira disse ainda que esperava mais dos cavaleiros do país nas provas por equipes, disputadas em Hong Kong.
"Mostramos muita força no individual com a quinta e décima colocações [de Rodrigo Pessoa e Camila Mazza, respectivamente], mas esperávamos mais na prova por equipes. Talvez um bronze, mas a sorte não esteve do nosso lado", comentou Artiaga.
A equipe, formada por Pessoa, Mazza, Bernardo Alves e Pedro Veniss, que caiu do cavalo e prejudicou a pontuação final, acabou em décimo no geral, enquanto apenas os oito primeiros passavam à final.
"De qualquer forma, com a eliminação de Bernardo, perderíamos qualquer medalha que conquistássemos", refletiu o treinador brasileiro.
Tufão
O tufão "Nouri" impediu a saída de Hong Kong, sede do hipismo nos Jogos, de cavaleiros, cavalos e jornalistas nesta sexta-feira. Todos os vôos do dia foram suspensos.
A chegada do "Nouri" a Hong Kong não apenas impede o retorno de atletas, cavalos e jornalistas a seus países de residência como também não permite que todos saiam de hotéis e estábulos por razões de segurança.
Com o alerta de tufão, os meios marítimos de transporte deixaram de funcionar. Fator relevante em uma região composta por várias ilhas.
As linhas de metrô e de trem locais tiveram sua atividade reduzida.
Enquanto isso, vários comerciantes fecharam suas portas ou colocaram fitas adesivas nas vitrines de seus estabelecimentos para evitar que o impacto de algum objeto provoque acidentes.
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