Esporte
22/08/2008 - 17h00

No vôlei, Brasil tenta superar "fraqueza" ante EUA em finais olímpicas

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JOSÉ RICARDO LEITE
da Folha Online

Com duas decisões olimpícas diante dos Estados Unidos pela frente, nas competições masculina e feminina de vôlei dos Jogos de Pequim, o Brasil encontra grande dificuldade para subir ao lugar mais alto do pódio quando disputa este espaço com os norte-americanos, maior potência da história no número de conquistas em Olimpíadas.

As derrotas da seleção feminina de futebol e da dupla de vôlei de praia Márcio e Fábio Luiz para americanos nas finais fazem com que Pequim-2008 apenas reforce ainda mais o país da América do Norte como o principal carrasco olímpico brasileiro nas disputas por medalhas de ouro.

Na história dos Jogos Olímpicos, o Brasil conquistou até hoje 19 medalhas douradas, sendo que nenhuma delas foi vencida em um duelo direto contra os Estados Unidos em uma final de competição um contra um.

Ng Han Guan/AP
Silver medalists Brazil's Marcio Araujo, right, and Fabio Magalhaes react at the medal ceremony for the men's beach volleyball match at the Beijing 2008 Olympics, Beijing, China, Friday, Aug. 22, 2008. (AP Photo/Ng Han Guan)
Fábio Luiz (esq.) e Márcio choram derrota para americanos no vôlei de praia

Das 19 vezes em que os brasileiros subiram ao lugar mais alto do pódio, apenas em duas delas fizeram um americano ficar com a prata, mas ambas em disputadas indiretas.

A primeira aconteceu em 1920, nos Jogos da Antuérpia. O atirador Guilherme Paraense levou o primeiro ouro da história do país e deixou como segundo colocado Raymond Bracken, dos EUA. A outra aconteceu em 2004, na Grécia, quando o cavaleiro Rodrigo Pessoa ficou com o ouro, e Chris Kappler com a prata, no salto individual do hipismo.

Este resultado, no entanto, só se concretizou um ano depois de realizada a prova, depois que o cavaleiro irlandês Waterford Crystal, que havia vencido o ouro, foi flagrado em um exame antidoping, o que fez com que o brasileiro, originalmente prata, ficasse com o ouro.

Por outro lado, a maior potência olímpica já foi responsável por dez das 24 pratas conquistadas até hoje pelo Brasil --aproximadamente 42%. Além disso, sete dos vice-campeonatos olímpicos aconteceram após uma disputa final direta com americanos.

Shaun Best/Reuters
Players of the U.S. celebrate after winning their women's final soccer match againts Brazil at the Beijing 2008 Olympic Games August 21, 2008. REUTERS/Shaun Best (CHINA)
Cristiane (dir.) chora derrota no futebol, enquanto americanas comemoram o ouro

Nas sete pratas perdidas para os EUA, todas em finais, a maioria aconteceu nos esportes que já sucumbiram para os rivais em Pequim, o vôlei de praia e o futebol.

Antes da derrota por 1 a 0 na final em Pequim, o time feminino do esporte mais popular do país já havia sido batido pelas norte-americanas nos Jogos anteriores, em Atenas, após derrota na prorrogação.

No vôlei de praia, o Brasil também foi vice dos EUA nos Jogos de Atenas, com Adriana Behar e Shelda sendo superadas por Walsh e May na final. Em 2000, a dupla Zé Marco e Ricardo foi vice de uma norte-americana, ao perder para Dain Blanton e Fonoimoana.

Outra derrota para os Estados Unidos em uma final, e em esporte coletivo, aconteceu no basquete, em 1996, quando o time comandado por Hortência e Paula, que era o então campeão mundial, perdeu a final dos Jogos de Atlanta.

O outro vice para a maior potência olímpica aconteceu nos Jogos de Los Angeles, em 1984, quando o time masculino de vôlei perdeu para os donos da casa por fáceis 3 sets a 0 na final. Porém os brasileiros podem ir à desforra em Pequim justamente neste esporte.

As finais do vôlei, tanto no masculino como no feminino, serão realizadas entre Brasil e Estados Unidos. Os homens, comandados pelo técnico Bernardinho, ainda podem se escorar no fato de que nas duas vezes em que o Brasil levou o título olímpico da modalidade --Barcelona-92 e Atenas-2004-- venceu nas semifinais os norte-americanos.

Comentários dos leitores
Pedro Sassioto (1) 25/08/2008 16h36
Pedro Sassioto (1) 25/08/2008 16h36
APENAS ESTOU ATENDENDO À SUA SOLICITAÇÃO DE CADASTRO. 1 opinião
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Soraia Bonassar (1) 25/08/2008 09h42
Soraia Bonassar (1) 25/08/2008 09h42
Na China não há liberdade de expressão nem de opinião. As pessoas não têm liberdade de constituir família como querem: o Estado fixa o número de filhos que podem ter. Na China as pessoas não são livres de escolher a religião que entenderem nem têm direitos plenos sobre a propriedade. Na China há mais de 65 crimes que levam à pena de morte e os arguidos não têm direitos relevantes de defesa. É praticamente impossível resistir a qualquer intento do Estado. A China não é um Estado de Direito no sentido moderno da expressão. O regime chinês esmaga os direitos das minorias, de outros povos e de outras culturas, como acontece no Tibete.
Lembrem-se disto quando se sentarem no sofá para assistir ao festival de autopropaganda desta ditadura.
sem opinião
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Jair dos Santos (2) 25/08/2008 02h36
Jair dos Santos (2) 25/08/2008 02h36
Engraçado como a imprensa brasileira se comporta perante as noticias de desrrespeito aos direitos humanos na China...
mais engraçado ainda é que a mesma imprensa q divulga alrgamente q os direitos humanos nao sao respeitados na China, sequer menciona as atrocidades cometidas pelos Estados Unidos da Amercia na prisão de Guantanamo. Tbm nao mencionam a exploração cultural e economica que os americanos impoe a maioria das nações do mundo, como [e o caso até emsmo do Brasil.
E torna-se no minimo contraditorio falar em DIREITOS HUMANOS na China e nao falar dos direitos humanos das milhares de pessoas q morrem de fome no continente Africano, tudo relacionado a politica colonialista americana na região.
Agora, vc brasileiro, q teima em deixar-se alienar pela cultura americana, e ainda endeusa o tio sam como se eles fossem deuses do olimpo, deveria pensar, refletir e quando a imprensa brasileira e mundial divulgar noticias relacionas a quebra dos direitos humanos na china, enriquecimento de uranio no Irã e outras, se eles, os "donos do mundo", os Americanos estão aqui mesmo no brasil tomando conta da Amazonia aos poucos, e estranhamente, a imprensa brasileira se cala como se pactua-se disto.
Vc sabe qts aONGs Norte Americanas se propuseram a ajudar 10 milhoes de pessoas do nordeste brasileiro q passa fome,sede e privações ? NENHUMA.
E sabe qts estao dentro da Amazonia, a pretexto de ajudar 230 mil indios ? 350 ONgs dos ianques...VAMOS PENSAR...???
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