Vela se mantém como melhor esporte olímpico do Brasil e vê medalha inédita
da Folha Online
A tradição da vela brasileira foi colocada à prova em Pequim. Na comparação com Atenas-2004, a equipe não conseguiu melhorar seu desempenho na raia de Qingdao, na China. Porém mesmo sem nenhum ouro, a prata e o bronze conquistados pelas duplas Robert Scheidt/Bruno Prada e Fernanda Oliveira/Isabel Swan, respectivamente, mantiveram a modalidade como a que mais rendeu medalhas ao Brasil em Olimpíadas.
São 16, contra 15 do judô e 14 do atletismo.
Fernanda Oliveira e Isabel Swan conseguiram um feito inédito. A conquista do bronze na classe 470 foi a primeira medalha olímpica de mulheres na história do Brasil na vela.
| Bernat Armangue/21.ago.2008/AP |
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| Bruno Prada (esq) e Robert Scheidt posam com as medalhas de prata obtidas na classe star da vela dos Jogos Olímpicos chineses. |
Pequim-2008 foi a quarta edição consecutiva dos Jogos em que o Brasil levou duas medalhas no esporte. O desempenho de Atenas-2004 não foi superado, quando Robert Scheidt, ainda na classe laser, levou o ouro, e a parceria Torben Grael e Marcelo Ferreira foi campeã na star.
Scheidt, em uma nova classe, tornou-se o segundo maior medalhista do Brasil em todos os tempos, com quatro --já somava dois ouros e uma prata na classe laser. Ele está atrás apenas de Torben Grael, que tem dois ouros, uma prata e dois bronzes.
A conquista da prata de Scheidt e Prada na star foi conturbada. Os organizadores demoraram para confirmar a posição dos rivais suecos Fredrik Loof e Anders Ekstrom na regata final, o que alterava a posição dos brasileiros no geral. Eles a ser anunciados pela transmissão oficial dos Jogos como bronze antes de ter a segunda posição confirmada.
O resultado tumultuado refletiu o próprio calendário da competição. A falta de ventos adiou e cancelou regatas da fase de classificação e as condições climáticas surpreenderam o planejamento de atletas.
Na RS:X, Ricardo Santos, o Bimba, disputou a final já sem chances de medalha e terminou com a quinta posição no geral da categoria. No feminino, Patrícia Freitas, que não se classificou para final, terminou em 18º.
O barco dos brasileiros André Fonseca e Rodrigo Duarte encerrou a classe 49er na sétima colocação. Na classe finn, Eduardo Couto, terminou em 13º no geral.
Bruno Fontes, considerado o substituto de Scheidt na classe laser, terminou os Jogos em 27º lugar e fora da final. No masculino da 470, Fábio Silva e Samuel Albrecht encerraram em 17º.
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