Hipismo brasileiro deixa Jogos sem medalhas pela 1ª vez em 3 edições
da Folha Online
Casos de doping de cavalos e a passagem de um tufão tumultuaram as competições de hipismo dos Jogos Olímpicos de Pequim, realizadas no Centro Eqüestre de Hong Kong. Depois de levar ao menos uma medalha nas últimas três edições dos Jogos, o Brasil deixou a capital chinesa sem premiações.
Os conjuntos nacionais mostraram alguma força apenas no individual, mas Rodrigo Pessoa, montando Rufus, deixou escapar a medalha e não conseguiu repetir o feito de Atenas-2004, quando foi ouro no salto.
Mesmo ficando em décimo lugar, Camila Mazza surpreendeu só em chegar à final. A amazona era reserva do time e entrou para substituir o cavaleiro Álvaro Affonso de Miranda Netto, o Doda, devido a uma lesão de sua égua AD Picolien.
Na fase classificatória, quatro cavaleiros foram eliminados depois que tiveram seu cavalos reprovados na inspeção veterinária por doping. Um deles foi Chupa Chup, montaria do brasileiro Bernardo Alves. Os exames detectaram a presença da capsaicina, proibida por ter propriedades analgésicas.
| Susan Walsh/18.ago.2008/AP |
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| Rodrigo Pessoa salta com Rufus em Hong Kong, local das competições de hipismo |
Na competição de salto por equipes, em que o Brasil foi bronze em Atlanta-1996 e Sydney-2000, o time formado por Pessoa, Mazza, Alves e Pedro Veniss, que caiu do cavalo e prejudicou a pontuação final, acabou em décimo no geral, enquanto apenas os oito primeiros passavam à final.
No CCE (Concurso Completo de Equitação), o Brasil ficou de fora da disputa por equipes. O cavalo Nilo V.O, montaria de Rogério Clementino foi reprovado nos exames de inspeção, deixando o país sem o número mínimo de três conjuntos necessários para disputar a prova.
Rogério Clementino entraria para história das olimpíadas como o primeiro negro a participar de uma edição no adestramento. No individual do CEE o brasileiro Marcelo Tosi ficou apenas com em 22º lugar.
Além de doping e cortes, a previsão da passagem do tufão "Nouri" deu contornos incomuns ao hipismo. O "Nouri", que ameaçou o sul da China, também atrasou saída de cavaleiros, cavalos e jornalistas de Hong Kong, cidade sede do esporte nos Jogos.
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