30/06/2002
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09h57
Não haverá mais surpresas no futebol mundial a partir deste recém-findado Mundial de 2002. A "Copa das zebras", como foi alcunhada, gerou surpresas suficientes para que tão cedo o torcedor não se assuste com mais nada do que possa acontecer em uma partida.
Aliás, tal fenômeno já é bem conhecido dos brasileiros. Estão aí o São Caetano, o Atlético-PR e o Brasiliense para lembrar que há muito no futebol que "não se amarra mais cachorro com linguiça", apropriando-se indevidamente das palavras do técnico Luiz Felipe Scolari.
De tantas que surgiram neste Mundial, a zebra passou a ser bicho corriqueiro e deixou de causar estupor. O animal listrado desfilou logo na partida inaugural e esteve presente até a final.
Brasil e Alemanha chegaram desacreditadas à Ásia, devido a desempenhos medíocres nas eliminatórias. O primeiro ainda passava por crises de corrupção e técnicos. A segunda dava início a um processo de reformulação.
Na disputa do terceiro lugar, quem em sã consciência apostaria que Turquia e Coréia do Sul estariam entre as quatro melhores do mundo.
Zebra que se preza não demora a mostrar a cara. A França, então campeã mundial, foi a primeira vítima, logo na estréia. Diante de milhões de espectadores no mundo todo, foi derrotada pela contagem mínima por Senegal.
O mundo começava a ser apresentado então a craques como Diouff, Fadiga e Henri Camara. Dinamarqueses e uruguaios, ainda na primeira fase, se não chegaram a ser derrotados, amargaram um empate nada abonador com os africanos.
A partir daí, os senegaleses só toparam com zebras na competição. Levaram a melhor nas oitavas-de-final sobre a Suécia, que apesar da tradição em Mundiais, era apontada como um verdadeiro azarão no "grupo da morte", que reunia ainda a poderosa Argentina, a Inglaterra e a Nigéria, considerada uma potência do futebol africano. Mas Senegal foi parado por uma zebra mais discreta, a Turquia, nas quartas-de-final.
Os suecos, se caíram nas oitavas-de-final, podem se vangloriar de ter desbancado a Argentina e a Nigéria e ainda ter terminado em primeiro no grupo considerado mais difícil.
Houve nesta Copa asiática zebras de todos os tipos e tamanhos. Equador, Estados Unidos, Irlanda, Japão e Turquia protagonizaram, em maior ou menor intensidade, algumas das surpresas do Mundial. Mas, sem dúvida, a Coréia do Sul mereceria o título de maior zebra de todos os tempos.
Os sul-coreanos, com um futebol baseado na correria e força física _muita transpiração e pouca inspiração_, deixaram pelo caminho alguns dos principais favoritos ao título.
Na primeira fase, a turma de Seol e Jung Ahn eliminou Portugal. Nas oitavas, a vítima foi a Itália. E nas quartas, a Espanha. Só foi parada pela Alemanha na semifinal.
Confira abaixo as principais zebras do Mundial:
30 de maio
França 0 x 1 Senegal
5 de junho
Estados Unidos 3 x 2 Portugal
5 de junho
Dinamarca 1 x 1 Senegal
9 de junho
Japão 1 x 0 Rússia
13 de junho
Equador 1 a 0 Croácia
14 de junho
Coréia do Sul 1 x 0 Portugal
16 de junho
Suécia 1 x 2 Senegal
17 de junho
México 0 x 2 Estados Unidos
18 de junho
Coréia do Sul 2 x 1 Itália
22 de junho
Coréia do Sul 0 x 0 Espanha
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da Folha OnlineNão haverá mais surpresas no futebol mundial a partir deste recém-findado Mundial de 2002. A "Copa das zebras", como foi alcunhada, gerou surpresas suficientes para que tão cedo o torcedor não se assuste com mais nada do que possa acontecer em uma partida.
Aliás, tal fenômeno já é bem conhecido dos brasileiros. Estão aí o São Caetano, o Atlético-PR e o Brasiliense para lembrar que há muito no futebol que "não se amarra mais cachorro com linguiça", apropriando-se indevidamente das palavras do técnico Luiz Felipe Scolari.
De tantas que surgiram neste Mundial, a zebra passou a ser bicho corriqueiro e deixou de causar estupor. O animal listrado desfilou logo na partida inaugural e esteve presente até a final.
Brasil e Alemanha chegaram desacreditadas à Ásia, devido a desempenhos medíocres nas eliminatórias. O primeiro ainda passava por crises de corrupção e técnicos. A segunda dava início a um processo de reformulação.
Na disputa do terceiro lugar, quem em sã consciência apostaria que Turquia e Coréia do Sul estariam entre as quatro melhores do mundo.
Zebra que se preza não demora a mostrar a cara. A França, então campeã mundial, foi a primeira vítima, logo na estréia. Diante de milhões de espectadores no mundo todo, foi derrotada pela contagem mínima por Senegal.
O mundo começava a ser apresentado então a craques como Diouff, Fadiga e Henri Camara. Dinamarqueses e uruguaios, ainda na primeira fase, se não chegaram a ser derrotados, amargaram um empate nada abonador com os africanos.
A partir daí, os senegaleses só toparam com zebras na competição. Levaram a melhor nas oitavas-de-final sobre a Suécia, que apesar da tradição em Mundiais, era apontada como um verdadeiro azarão no "grupo da morte", que reunia ainda a poderosa Argentina, a Inglaterra e a Nigéria, considerada uma potência do futebol africano. Mas Senegal foi parado por uma zebra mais discreta, a Turquia, nas quartas-de-final.
Os suecos, se caíram nas oitavas-de-final, podem se vangloriar de ter desbancado a Argentina e a Nigéria e ainda ter terminado em primeiro no grupo considerado mais difícil.
Houve nesta Copa asiática zebras de todos os tipos e tamanhos. Equador, Estados Unidos, Irlanda, Japão e Turquia protagonizaram, em maior ou menor intensidade, algumas das surpresas do Mundial. Mas, sem dúvida, a Coréia do Sul mereceria o título de maior zebra de todos os tempos.
Os sul-coreanos, com um futebol baseado na correria e força física _muita transpiração e pouca inspiração_, deixaram pelo caminho alguns dos principais favoritos ao título.
Na primeira fase, a turma de Seol e Jung Ahn eliminou Portugal. Nas oitavas, a vítima foi a Itália. E nas quartas, a Espanha. Só foi parada pela Alemanha na semifinal.
Confira abaixo as principais zebras do Mundial:
30 de maio
França 0 x 1 Senegal
5 de junho
Estados Unidos 3 x 2 Portugal
5 de junho
Dinamarca 1 x 1 Senegal
9 de junho
Japão 1 x 0 Rússia
13 de junho
Equador 1 a 0 Croácia
14 de junho
Coréia do Sul 1 x 0 Portugal
16 de junho
Suécia 1 x 2 Senegal
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México 0 x 2 Estados Unidos
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