30/06/2002
-
10h00
Terminada a Copa do Mundo, é o momento das poucas revelações que despotaram nos gramados asiáticos correrem atrás de bons contratos em clubes de renome internacional.
Alguns "desconhecidos" já até avançaram em seus projetos pessoais, como o atacante senegalês El Hadji Diouf, a principal revelação da Copa. Até o início da competição, ele era destaque no Lens, equipe média do futebol francês.
Impressionado com suas atuações, o Liverpool se adiantou e desembolsou US$ 18 milhões para contratá-lo.
Diouf vai jogar no campeonato mais rico do mundo, ao lado dos atacantes titulares da seleção inglesa, Michael Owen e Emily Heskey.
Quem também se adiantou e obteve uma boa transferência foi o dinamarquês Jon Dahl Tomasson, que deixou o holandês Feyenoord _atual campeão da Copa da Uefa_ para atuar numa das principais vitrines do futebol mundial, o Milan, que, entre as décadas de 80 e 90, teve o melhor time do mundo.
Embora a aventura dinamarquesa na Copa não tenha durado muito _eliminação nas oitavas-de-final pela Inglaterra _, o goleador mostrou oportunismo e marcou quatro vezes.
E pelo menos outros oito jogadores esperam, em pouco tempo, seguir a mesma trajetória de Diouf e Tomasson.
No Brasil, quem está mais próximo da trilha do sucesso é o volante Gilberto Silva. O Atlético-MG estuda propostas do espanhol Villarreal, que contratou o lateral-direito Belletti na semana passada, do alemão Werder Bremen, do português Porto e dos franceses Bordeaux e Lens.
O zagueiro inglês Rio Ferdinand, um dos melhores da posição na Copa, também vai pensar muito sobre seu futuro nas férias. Atua no Leeds United, seu passe está avaliado em US$ 45 milhões, e o milionário Manchester United estaria disposto a pagar. Outro destino possível pode ser o futebol italiano.
O alemão Miroslav Klose também está cotado para deixar o modesto Kaiserslautern, com quem tem contrato até 2005.
Numa escala menor de destaque, estão o turco Hakan Sas, o senegalês Khalilou Fadiga, o norte-americano Landon Donovan, o japonês Junichi Inamoto e o sul-coreano Jung Hwan Ahn.
Fadiga impressionou pela qualidade no toque de bola. É capaz de fazer ótimos lançamentos e tem visão de jogo. Joga no Auxerre, por enquanto.
Inamoto foi dispensado do Arsenal, de Londres, depois de ter passado um ano na reserva. A princípio, está voltando para o Gamba Osaka, clube que o revelou, mas o Feyenoord, de Roterdã, e o Fulham, também da Inglaterra, já demonstrou interesse.
Sas tomou o lugar de destaque da Turquia que estava reservado ao artilheiro Hakan Sukur. Com boa técnica e movimentação, ele criou perigo constante para as defesas adversárias. Seu futuro pode ser a Itália, onde já estão outros compatriotas seus, como o próprio Sukur, Okan Buruk, Emre Belozoglu (todos da Inter de Milão) e Umit Davala (Milan).
Donovan, 20, já viveu a emoção de jogar por dois anos no Bayer Leverkusen. No entanto ele ficou no banco de reservas e voltou para seu país para atuar no San Jose Earthquakes. Maduro, demonstrou na Copa que tem condições de defender uma equipe de primeira linha depois de uma ótima atuação individual na campanha dos EUA, eliminados nas quartas-de-final pela Alemanha.
O passe de Donovan pertence ao Bayer Leverkusen, e ele já anunciou que pretende voltar a jogar na Europa a partir de julho.
Por último, no caso mais curioso da Copa, o sul-coreano Jung Hwan Ahn foi demitido pelo presidente do Perugia, Luciano Gaucci, que já voltou atrás e o readmitiu. O meia, autor do gol de ouro que eliminou a Itália, o que motivou a sua dispensa, nem se importou, alegando que tem propostas de clubes espanhóis e ingleses.
Leia também:
Ronaldo iguala Pelé e traz o pentacampeonato
Brasil conquista o penta e amplia hegemonia no futebol mundial
Teimosia de Scolari é recompensada após a Copa
Nos clubes, treinador faz da eficiência sua meta
Dentro de campo, Scolari era um zagueiro limitado
Conheça toda a "família Scolari"
Confira a lista de gafes dos árbitros no Mundial-2002
Copa altera a rotina do Ocidente, o maior mercado do futebol
Como em 98, venda de ingressos foi problema do início ao fim
"Copa das zebras" tenta decretar nova ordem mundial
Confira a atuação jogador por jogador do Brasil
Copa asiática registra a segunda pior média de gols da história
A Copa despede-se dos astros, alguns em definitivo
Revelações tentam tirar proveito de sucesso repentino na Copa
Confira as revelações do Mundial que buscam novos contratos
Fim da Copa dinamiza o mercado do futebol mundial
Seleção de Scolari é a primeira a vencer sete jogos em Copas
Copa termina marcada por escândalos e gafes das arbitragens
América do Sul mantém supremacia em finais contra a Europa
Seleção brasileira obtém 60ª vitória em Copas, a 40ª contra europeus
Família de Rivaldo comemora título distribuindo comida em PE
Kahn, a "muralha" alemã, desmorona na final da Copa
Brasileiros vão às ruas e param o país
Seleção deixa o Japão nesta segunda e chega primeiro em Fortaleza
Novamente, algoz do terceiro colocado é campeão da Copa
Silêncio toma conta das principais cidades da Alemanha
O que será do nosso amanhã? O futebol poderá responder?
"Não era para ser. O Brasil mereceu", diz o alemão Metzelder
FHC diz que "as lágrimas de Ronaldo são as lágrimas do povo"
Torcedores invadem a avenida Paulista para comemorar
Na final, Brasil mostra mais pegada e eficiência nas finalizações
Olodum comanda a festa em Salvador
Ex-técnicos e jogadores atacam dirigentes e exaltam Ronaldo e Scolari
Ao levantar a taça, Cafu dedica título à mulher Regina
"A união superou as adversidades", desabafa Scolari
Copa asiática vê aumento de cartões amarelos e queda de vermelhos
Técnico da Alemanha reconhece a superioridade do Brasil
TV Globo registra 67 pontos de audiência na decisão
Chanceler alemão elogia desempenho de sua equipe
Copa asiática termina atormentada por "zebras" e gafes das arbitragens
Torcida brasileira faz carnaval em Yokohama e vai à pé ao hotel
"Collina não dá sorte para a Alemanha", diz Kahn
O título dos talentos
Leia mais: Copa do Mundo-2002
Revelações tentam tirar proveito de sucesso repentino na Copa
Publicidade
da Folha OnlineTerminada a Copa do Mundo, é o momento das poucas revelações que despotaram nos gramados asiáticos correrem atrás de bons contratos em clubes de renome internacional.
Alguns "desconhecidos" já até avançaram em seus projetos pessoais, como o atacante senegalês El Hadji Diouf, a principal revelação da Copa. Até o início da competição, ele era destaque no Lens, equipe média do futebol francês.
Impressionado com suas atuações, o Liverpool se adiantou e desembolsou US$ 18 milhões para contratá-lo.
Reuters ![]() Diouf, que vai para o Liverpool |
Diouf vai jogar no campeonato mais rico do mundo, ao lado dos atacantes titulares da seleção inglesa, Michael Owen e Emily Heskey.
Quem também se adiantou e obteve uma boa transferência foi o dinamarquês Jon Dahl Tomasson, que deixou o holandês Feyenoord _atual campeão da Copa da Uefa_ para atuar numa das principais vitrines do futebol mundial, o Milan, que, entre as décadas de 80 e 90, teve o melhor time do mundo.
Embora a aventura dinamarquesa na Copa não tenha durado muito _eliminação nas oitavas-de-final pela Inglaterra _, o goleador mostrou oportunismo e marcou quatro vezes.
E pelo menos outros oito jogadores esperam, em pouco tempo, seguir a mesma trajetória de Diouf e Tomasson.
No Brasil, quem está mais próximo da trilha do sucesso é o volante Gilberto Silva. O Atlético-MG estuda propostas do espanhol Villarreal, que contratou o lateral-direito Belletti na semana passada, do alemão Werder Bremen, do português Porto e dos franceses Bordeaux e Lens.
O zagueiro inglês Rio Ferdinand, um dos melhores da posição na Copa, também vai pensar muito sobre seu futuro nas férias. Atua no Leeds United, seu passe está avaliado em US$ 45 milhões, e o milionário Manchester United estaria disposto a pagar. Outro destino possível pode ser o futebol italiano.
Reuters ![]() O alemão Klose |
O alemão Miroslav Klose também está cotado para deixar o modesto Kaiserslautern, com quem tem contrato até 2005.
Numa escala menor de destaque, estão o turco Hakan Sas, o senegalês Khalilou Fadiga, o norte-americano Landon Donovan, o japonês Junichi Inamoto e o sul-coreano Jung Hwan Ahn.
Fadiga impressionou pela qualidade no toque de bola. É capaz de fazer ótimos lançamentos e tem visão de jogo. Joga no Auxerre, por enquanto.
Inamoto foi dispensado do Arsenal, de Londres, depois de ter passado um ano na reserva. A princípio, está voltando para o Gamba Osaka, clube que o revelou, mas o Feyenoord, de Roterdã, e o Fulham, também da Inglaterra, já demonstrou interesse.
Sas tomou o lugar de destaque da Turquia que estava reservado ao artilheiro Hakan Sukur. Com boa técnica e movimentação, ele criou perigo constante para as defesas adversárias. Seu futuro pode ser a Itália, onde já estão outros compatriotas seus, como o próprio Sukur, Okan Buruk, Emre Belozoglu (todos da Inter de Milão) e Umit Davala (Milan).
Donovan, 20, já viveu a emoção de jogar por dois anos no Bayer Leverkusen. No entanto ele ficou no banco de reservas e voltou para seu país para atuar no San Jose Earthquakes. Maduro, demonstrou na Copa que tem condições de defender uma equipe de primeira linha depois de uma ótima atuação individual na campanha dos EUA, eliminados nas quartas-de-final pela Alemanha.
O passe de Donovan pertence ao Bayer Leverkusen, e ele já anunciou que pretende voltar a jogar na Europa a partir de julho.
Por último, no caso mais curioso da Copa, o sul-coreano Jung Hwan Ahn foi demitido pelo presidente do Perugia, Luciano Gaucci, que já voltou atrás e o readmitiu. O meia, autor do gol de ouro que eliminou a Itália, o que motivou a sua dispensa, nem se importou, alegando que tem propostas de clubes espanhóis e ingleses.
Leia também:
Leia mais: Copa do Mundo-2002



