30/06/2002
-
09h54
Os gols que marcou na Copa do Mundo-2002 e suas atuações brilhantes pelos gramados da Coréia do Sul e do Japão apagaram definitivamente todas as dúvidas que existiam sobre sua capacidade na seleção brasileira.
Considerado um "jogador de clube", o atacante calou todos os críticos. Participou de todos os jogos do Mundial, assumiu a responsabilidade em campo, fez cinco gols e ainda deu passe para outro.
Na final, o atacante foi um dos mais importantes para a vitória brasileira, participando dos dois gols da seleção. Foi dele o chute que Oliver Kahn rebateu antes do gol de Ronaldo. Ele também deu um corta-luz no passe de Kléberson, deslocando a marcação para que Ronaldo fizesse o segundo.
Seu valor individual nunca foi questionado, mas suas atuações com a camisa do Brasil até a Copa nunca tinham sido tão boas como suas performances nos clubes.
Uma mudança de posicionamento, sendo escalado no ataque, como no Barcelona, fez com que o futebol de Rivaldo aparecesse também na seleção.
Na Coréia/Japão, marcou gols em cinco jogos consecutivos, igualando os feitos de Eusébio (1966), Gerd Müller (1970), Salvatore Schillaci (1990) e Hristo Stoitchkov (1994).
Apesar do bom desempenho na França-98, a história de Rivaldo na seleção foi marcada por decepções. A maior delas aconteceu na Olimpíada de Atlanta-1996. Convocado pelo técnico Zagallo para comandar a equipe, ele foi a grande decepção, sendo considerado o responsável pela derrota nas semifinais para a Nigéria, na prorrogação.
A boa performance na Copa marca também o fim de uma temporada da qual Rivaldo não terá saudades: nos últimos meses, ele sofreu com uma contusão no joelho e enfrentou críticas acirradas da torcida catalã.
O melhor resultado do clube foi a semifinal da Copa dos Campeões, quando perdeu para o arqui-rival Real Madrid. A responsabilidade pelos maus resultados no Espanhol caiu sobre o maior astro do time. Muitos torcedores chegaram a pedir a sua dispensa.
Melhor jogador do mundo para a Fifa e vencedor da Bola de Ouro, eleição em que os jornalistas escolhem o melhor do planeta, em 1999, Rivaldo é forte concorrente para voltar receber os títulos neste ano.
Se isso acontecer, ele se igualará à Ronaldo e Zidane, os dois únicos jogadores que já foram considerados os melhores pela Fifa em duas oportunidades.

Clique nos nomes para conhecer os jogadores:
Goleiros: Marcos, Dida e Rogério Ceni
Zagueiros: Lúcio, Roque Júnior, Edmílson e Anderson Polga.
Laterais: Cafu, Roberto Carlos, Belletti e Júnior.
Volantes: Gilberto Silva, Kléberson e Vampeta.
Meias: Ronaldinho, Ricardinho, Juninho e Kaká.
Atacantes: Ronaldo, Rivaldo, Denílson, Edílson, Luizão.
Leia também:
Teimosia de Scolari é recompensada após a Copa
Nos clubes, treinador faz da eficiência sua palavra chave
Dentro de campo, Scolari era um zagueiro limitado
Saiba mais sobre: Brasil
Leia mais: Copa do Mundo-2002
Rivaldo consegue a redenção com a camisa do Brasil
Publicidade
da Folha OnlineOs gols que marcou na Copa do Mundo-2002 e suas atuações brilhantes pelos gramados da Coréia do Sul e do Japão apagaram definitivamente todas as dúvidas que existiam sobre sua capacidade na seleção brasileira.
Considerado um "jogador de clube", o atacante calou todos os críticos. Participou de todos os jogos do Mundial, assumiu a responsabilidade em campo, fez cinco gols e ainda deu passe para outro.
Na final, o atacante foi um dos mais importantes para a vitória brasileira, participando dos dois gols da seleção. Foi dele o chute que Oliver Kahn rebateu antes do gol de Ronaldo. Ele também deu um corta-luz no passe de Kléberson, deslocando a marcação para que Ronaldo fizesse o segundo.
Seu valor individual nunca foi questionado, mas suas atuações com a camisa do Brasil até a Copa nunca tinham sido tão boas como suas performances nos clubes.
Uma mudança de posicionamento, sendo escalado no ataque, como no Barcelona, fez com que o futebol de Rivaldo aparecesse também na seleção.
Na Coréia/Japão, marcou gols em cinco jogos consecutivos, igualando os feitos de Eusébio (1966), Gerd Müller (1970), Salvatore Schillaci (1990) e Hristo Stoitchkov (1994).
Apesar do bom desempenho na França-98, a história de Rivaldo na seleção foi marcada por decepções. A maior delas aconteceu na Olimpíada de Atlanta-1996. Convocado pelo técnico Zagallo para comandar a equipe, ele foi a grande decepção, sendo considerado o responsável pela derrota nas semifinais para a Nigéria, na prorrogação.
A boa performance na Copa marca também o fim de uma temporada da qual Rivaldo não terá saudades: nos últimos meses, ele sofreu com uma contusão no joelho e enfrentou críticas acirradas da torcida catalã.
O melhor resultado do clube foi a semifinal da Copa dos Campeões, quando perdeu para o arqui-rival Real Madrid. A responsabilidade pelos maus resultados no Espanhol caiu sobre o maior astro do time. Muitos torcedores chegaram a pedir a sua dispensa.
Melhor jogador do mundo para a Fifa e vencedor da Bola de Ouro, eleição em que os jornalistas escolhem o melhor do planeta, em 1999, Rivaldo é forte concorrente para voltar receber os títulos neste ano.
Se isso acontecer, ele se igualará à Ronaldo e Zidane, os dois únicos jogadores que já foram considerados os melhores pela Fifa em duas oportunidades.

Clique nos nomes para conhecer os jogadores:
Goleiros: Marcos, Dida e Rogério Ceni
Zagueiros: Lúcio, Roque Júnior, Edmílson e Anderson Polga.
Laterais: Cafu, Roberto Carlos, Belletti e Júnior.
Volantes: Gilberto Silva, Kléberson e Vampeta.
Meias: Ronaldinho, Ricardinho, Juninho e Kaká.
Atacantes: Ronaldo, Rivaldo, Denílson, Edílson, Luizão.
Leia também:
Saiba mais sobre: Brasil
Leia mais: Copa do Mundo-2002

