30/06/2002
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09h57
A Copa da Coréia e do Japão repetiu uma triste marca do Mundial da França, em 1998: o sumiço de ingressos para os jogos. Só no Japão, 37 mil ingressos deixaram de ser vendidos na primeira rodada.
Uma empresa inglesa, dirigida por três mexicanos, foi a responsável pela venda dos tíquetes. As boas relações dos donos da empresa com o presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, foi, segundo a imprensa japonesa, o que abriu caminho para o contrato com a entidade máxima do futebol.
Mas a empresa não teria qualquer experiência no ramo. E o resultado não poderia ter sido outro: muitas partidas foram disputadas com lugares vazios nos estádios, apesar da grande procura dos torcedores por entradas.
Em 1998, no meio da Copa, a Fifa foi pressionada a explicar o escândalo do desvio de ingressos. Agora, a história se repetiu e, pelo menos por enquanto, nada foi esclarecido.
A Fifa chegou a culpar os organizadores do Mundial. E estes jogaram a "bomba" para a entidade.
França x Senegal, na abertura da Copa, teve 10 mil lugares vazios. E as imagens de cadeiras vazias nos estádios durante os jogos não pararam por aí.
O empate de 2 a 2 entre Paraguai e África do Sul, na primeira fase, disputado em Busan, na Coréia, registrou a marca de 28 mil lugares vazios, mais da metade da capacidade do estádio, de 54.534 espectadores.
Outros jogos com muitos lugares vazios foram: Alemanha 8 x 0 Arábia (Japão) _10,6 mil; Uruguai 1 x 2 Dinamarca (Coréia) _13 mil; e Brasil 2 x 1 Turquia (Coréia) _9 mil.
Como a organização do torneio anunciou que as entradas para os jogos no Japão já estavam esgotadas há meses, muitos praticamente desistiram de tentar adquirir os ingressos. Em cima da hora, o comitê nipônico resolveu tentar se desfazer das entradas que não encontrou comprador no exterior.
Na Coréia do Sul, a situação não foi diferente: milhares de entradas encalharam e os organizadores buscaram uma maneira de encher os estádios e evitar a sensação de que o Mundial fosse um fracasso.
Distribuiu gratuitamente os ingressos a estudantes e funcionários públicos e tapou parte dos estádios com faixas para não mostrar ao mundo a imagem do fiasco.
A venda via internet também teve problema. Com tantos acessos, a página eletrônica da Fifa entrou em colapso e pouquíssimas pessoas conseguiram comprar os milhares de bilhetes oferecidos pela Fifa no Japão.
com agências internacionais
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Como em 98, venda de ingressos foi problema do início ao fim
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da Folha OnlineA Copa da Coréia e do Japão repetiu uma triste marca do Mundial da França, em 1998: o sumiço de ingressos para os jogos. Só no Japão, 37 mil ingressos deixaram de ser vendidos na primeira rodada.
Uma empresa inglesa, dirigida por três mexicanos, foi a responsável pela venda dos tíquetes. As boas relações dos donos da empresa com o presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, foi, segundo a imprensa japonesa, o que abriu caminho para o contrato com a entidade máxima do futebol.
Mas a empresa não teria qualquer experiência no ramo. E o resultado não poderia ter sido outro: muitas partidas foram disputadas com lugares vazios nos estádios, apesar da grande procura dos torcedores por entradas.
Em 1998, no meio da Copa, a Fifa foi pressionada a explicar o escândalo do desvio de ingressos. Agora, a história se repetiu e, pelo menos por enquanto, nada foi esclarecido.
A Fifa chegou a culpar os organizadores do Mundial. E estes jogaram a "bomba" para a entidade.
França x Senegal, na abertura da Copa, teve 10 mil lugares vazios. E as imagens de cadeiras vazias nos estádios durante os jogos não pararam por aí.
O empate de 2 a 2 entre Paraguai e África do Sul, na primeira fase, disputado em Busan, na Coréia, registrou a marca de 28 mil lugares vazios, mais da metade da capacidade do estádio, de 54.534 espectadores.
Outros jogos com muitos lugares vazios foram: Alemanha 8 x 0 Arábia (Japão) _10,6 mil; Uruguai 1 x 2 Dinamarca (Coréia) _13 mil; e Brasil 2 x 1 Turquia (Coréia) _9 mil.
Como a organização do torneio anunciou que as entradas para os jogos no Japão já estavam esgotadas há meses, muitos praticamente desistiram de tentar adquirir os ingressos. Em cima da hora, o comitê nipônico resolveu tentar se desfazer das entradas que não encontrou comprador no exterior.
Na Coréia do Sul, a situação não foi diferente: milhares de entradas encalharam e os organizadores buscaram uma maneira de encher os estádios e evitar a sensação de que o Mundial fosse um fracasso.
Distribuiu gratuitamente os ingressos a estudantes e funcionários públicos e tapou parte dos estádios com faixas para não mostrar ao mundo a imagem do fiasco.
A venda via internet também teve problema. Com tantos acessos, a página eletrônica da Fifa entrou em colapso e pouquíssimas pessoas conseguiram comprar os milhares de bilhetes oferecidos pela Fifa no Japão.
com agências internacionais
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