Esporte
30/06/2002 - 09h54

Nos clubes, treinador faz da eficiência sua meta

Publicidade
da Folha Online

O futebol apresentado pode não ser bonito. Os gols, algumas vezes, são raros. Mas sempre que Luiz Felipe Scolari comanda uma equipe, os torcedores podem estar certos de uma coisa: será um dos concorrentes ao título.

Folha Imagem

No Palmeiras, Scolari venceu
sua segunda libertadores

Eficiência é a palavra que mais bem caracteriza seu trabalho na seleção. Como poucos, sabe explorar as potencialidades de um grupo, privilegiando um futebol defensivista e transformando jogadores limitados em peças fundamentais.

Foi assim com o Grêmio, entre 1993 e 96. No time em que teve projeção internacional, ganhou a Taça Libertadores da América de 95, o Campeonato Brasileiro de 96 e a Copa do Brasil de 94.

Mostrando uma disciplina tática incomum, o Grêmio se tornou uma dos melhores equipes do país, levando o título em quase tudo que disputava. Entre as estrelas, destacavam-se atletas de pouca qualidade individual, como Dinho e Luís Carlos Goiano.

Essa tendência começou muito cedo. Logo em sua primeira "aventura" com uma equipe adulta, em 1981, quando ainda era zagueiro do Caxias-RS, ele teve sucesso e levou um time amador ao título do Estadual.

A carreira como treinador profissional começou um ano depois, no CSA de Alagoas. Scolari passou então por times do interior do Rio Grande do Sul, como o Juventude e o Brasil de Pelotas, até chegar ao futebol árabe, onde comandou equipes da Arábia Saudita e do Kuait.

Em 1991, viveu seu primeiro grande momento. À frente do discreto Criciúma, conquistou a Copa do Brasil, vencendo o Grêmio na final e conquistando uma vaga na Libertadores.

Depois dos títulos com o Grêmio, o talento de Scolari foi finalmente reconhecido fora da região sul. Passou a ser cobiçado por várias equipes do eixo Rio-São Paulo, até que em 1998 o Palmeiras anunciou sua contratação.

Mas a personalidade forte e o jeito truculento tornaram difícil a vida do treinador na capital paulista. Nos primeiros meses, sua convivência com a torcida e a imprensa foi de amor e ódio, com o título na Copa do Brasil, mas várias críticas ao estilo retranqueiro.

A desconfiança só desapareceu em 1999, quando Scolari pela segunda vez levou uma equipe ao título da Libertadores.

Apesar do currículo impecável na América do Sul, ainda faltava um título de alcance mundial. E o Japão não trazia lembranças muito boas.

Após os dois títulos da Libertadores, Scolari foi à Ásia para disputar a final do Mundial interclubes, contra o campeão europeu.

Em 1996, com o Grêmio, ele acabou derrotado pelo Ajax, da Holanda, nos pênaltis. Em 1999, o Palmeiras caiu diante do Manchester United, da Inglaterra, com uma falha do goleiro Marcos.

Saiba mais sobre: Brasil

Leia também:

  • Ronaldo iguala Pelé e traz o pentacampeonato
  • Brasil conquista o penta e amplia hegemonia no futebol mundial
  • Teimosia de Scolari é recompensada após a Copa
  • Nos clubes, treinador faz da eficiência sua meta
  • Dentro de campo, Scolari era um zagueiro limitado
  • Conheça toda a "família Scolari"
  • Confira a lista de gafes dos árbitros no Mundial-2002
  • Copa altera a rotina do Ocidente, o maior mercado do futebol
  • Como em 98, venda de ingressos foi problema do início ao fim
  • "Copa das zebras" tenta decretar nova ordem mundial
  • Confira a atuação jogador por jogador do Brasil
  • Copa asiática registra a segunda pior média de gols da história
  • A Copa despede-se dos astros, alguns em definitivo
  • Revelações tentam tirar proveito de sucesso repentino na Copa
  • Confira as revelações do Mundial que buscam novos contratos
  • Fim da Copa dinamiza o mercado do futebol mundial
  • Seleção de Scolari é a primeira a vencer sete jogos em Copas
  • Copa termina marcada por escândalos e gafes das arbitragens
  • América do Sul mantém supremacia em finais contra a Europa
  • Seleção brasileira obtém 60ª vitória em Copas, a 40ª contra europeus
  • Família de Rivaldo comemora título distribuindo comida em PE
  • Kahn, a "muralha" alemã, desmorona na final da Copa
  • Brasileiros vão às ruas e param o país
  • Seleção deixa o Japão nesta segunda e chega primeiro em Fortaleza
  • Novamente, algoz do terceiro colocado é campeão da Copa
  • Silêncio toma conta das principais cidades da Alemanha
  • O que será do nosso amanhã? O futebol poderá responder?
  • "Não era para ser. O Brasil mereceu", diz o alemão Metzelder
  • FHC diz que "as lágrimas de Ronaldo são as lágrimas do povo"
  • Torcedores invadem a avenida Paulista para comemorar
  • Na final, Brasil mostra mais pegada e eficiência nas finalizações
  • Olodum comanda a festa em Salvador
  • Ex-técnicos e jogadores atacam dirigentes e exaltam Ronaldo e Scolari
  • Ao levantar a taça, Cafu dedica título à mulher Regina
  • "A união superou as adversidades", desabafa Scolari
  • Copa asiática vê aumento de cartões amarelos e queda de vermelhos
  • Técnico da Alemanha reconhece a superioridade do Brasil
  • TV Globo registra 67 pontos de audiência na decisão
  • Chanceler alemão elogia desempenho de sua equipe
  • Copa asiática termina atormentada por "zebras" e gafes das arbitragens
  • Torcida brasileira faz carnaval em Yokohama e vai à pé ao hotel
  • "Collina não dá sorte para a Alemanha", diz Kahn
  • O título dos talentos


    Leia mais: Copa do Mundo-2002
  •  

    FolhaShop

    Digite produto
    ou marca