Esporte
05/09/2008 - 10h17

Por Copa de 2010, seleção de futebol dos EUA joga em Cuba após 61 anos

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da Folha de S.Paulo

A rivalidade que cerca as relações entre Cuba e Estados Unidos não tem um histórico rico e empolgante nos gramados de futebol, ao contrário do que é registrado em quadras e pistas.

Exatamente por isso, o jogo Cuba x EUA, que será realizado no sábado, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010, será "sensação" entre as partidas agendadas para o dia pela Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe).

No torneio organizado pela entidade que distribui três vagas para o Mundial e permite ao quarto colocado disputar repescagem com uma equipe sul-americana, as seleções cubana e americana voltam a se encontrar no país de Fidel Castro após 61 anos.

Num 2008 já marcado na história do esporte cubano pelo fiasco na Olimpíada de Pequim --a pior campanha em 40 anos--, esse jogo poderá ser mais um fato inesquecível da temporada, caso os donos da casa vençam.

Não porque Cuba perdeu a partida de 1947, por 5 a 2. Mas porque o futebol dos EUA, apesar de não ser referência (está apenas em 28º no ranking da Fifa), é muito superior ao cubano, que, com o técnico alemão Reinhold Fanz e figurando na 92º posição na mesma lista, visa ultrapassar países como Omã, Gâmbia e Líbia.

O ranking não é a única estatística que confirma a superioridade que rende favoritismo absoluto aos EUA no jogo.

Com Fanz, os cubanos sonham chegar a uma Copa do Mundo após 70 anos, já que a última (e única) em que estiveram presentes foi a de 1938, na França. Os EUA, por sua vez, já disputaram oito e até sediaram uma, em 1994.

Para o confronto, jogadores cubanos demonstram entusiasmo, elogiam os rivais e distanciam da partida a histórica rivalidade dos países.

Em entrevista a jornais locais, o atacante Leonel Duarte disse que "é um sonho jogar com jogadores de primeiro nível em Cuba, com o estádio cheio e a imprensa em cima". O técnico Fanz, seguindo a linha do "fair play", afirmou que um encontro após 61 é uma grande motivação para buscar a vitória.

Nos EUA, o carimbo incomum no passaporte da delegação, que não enfrentará restrições para entrar na ilha, também deu o que falar. Ao jornal "New York Times", o presidente da Federação Norte-Americana de Futebol, Sunil Gulati, disse que "obviamente para eles essa é uma situação única na história".

 

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